A omissão de Maricá ser chamada de local de merda

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A cidade de Maricá, no litoral leste fluminense, distante apenas 60km do centro do Rio, conhecida por ser progressista, em franco desenvolvimento, recordista em arrecadação de royalties do petróleo (somente este ano quase R$1 bilhão), única do Estado a ser governada pelo PT, nos últimos dias é alvo de propaganda eleitoral no rádio e tv. O candidato à sucessão de Pezão (MDB), ex-juiz Wilson Witzel (PSC) está explorando a declaração do seu adversário, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM), que considera o município um local de merda.

Até que ponto esse tipo de propaganda prejudica ou beneficia Maricá? Até que ponto prejudica a campanha do ex-prefeito do Rio? Até que ponto beneficia a campanha do ex-juiz? Estranho que até agora nenhuma autoridade da cidade tenha se manifestado, principalmente os vereadores que, numa manobra política ridícula, estenderam tapete vermelho para Paes num encontro cata-voto numa casa de shows. Nenhum parlamentar petista compareceu ao evento que contou apenas com alguns cabos eleitorais dos vereadores de vários partidos.

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Vereadores felizes com a carta-compromisso assinada por Paes como faz em todas as cidades

A propaganda eleitoral está no ar e, até o momento, nenhum vereador se manifestou nas sessões da Câmara Municipal. Será que também acham Maricá um local de merda como disse Eduardo Paes ao ex-presidente preso Lula, numa ligação telefônica grampeada pela Operação Lava Jato em 2016? Um desses vereadores foi cassado pela justiça eleitoral na semana passada. Outros dois estão na mira também da justiça eleitoral e dois, bem ... vamos aguardar mais um pouquinho.

No primeiro turno, apenas 7.429 eleitores votaram em Paes que continua contando com o apoio sem prestígio de nove vereadores e dois secretários municipais. Witzel teve 24.133 votos, Marcia Tiburi (PT) 14.246 e Romário (Podemos) 12.223.

Vamos aguardar domingo, dia 28, para ver o resultado nas urnas maricaenses.