Vereadora trans Benny Briolly é agredida ao tentar usar banheiro feminino em shopping de Niterói
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Rio de Janeiro, 20/5/2026
Por Redação GBNEWS

Vereadora deixou o shopping de Niterói numa ambulância (foto Instagram)
Segundo relatos, ao tentar entrar no banheiro feminino do Plaza Shopping Niterói, Benny Briolly (PT) foi impedida por um homem que invadiu o espaço destinado às mulheres para atacá-la. Durante a agressão, a vereadora niteroiense foi empurrada com violência, atingida com spray de pimenta e sofreu fortes impactos físicos, chegando a bater a cabeça no local. A violência mobilizou pessoas que acompanhavam a situação e Benny precisou ser socorrida às pressas por uma ambulância, sendo encaminhada para o Hospital Municipal Carlos Tortelly.
O episódio aconteceu horas depois de Benny desmobilizar a “Caravana Libera Meu Xixi”, mobilização convocada pela parlamentar para denunciar a transfobia e reivindicar o direito de pessoas trans utilizarem banheiros de acordo com sua identidade de gênero. A decisão de suspender a concentração do ato foi tomada após a vereadora e sua equipe receberem mais de 400 ameaças de morte, agressões e relatos sobre possíveis ataques armados ao evento.
Preocupada com a segurança das caravanas, coletivos e apoiadores da causa trans que se deslocavam de diferentes cidades para participar da mobilização, Benny utilizou suas redes sociais para pedir que as pessoas retornassem para suas casas. “Fomos juradas de morte. Tudo por querermos dignidade”, escreveu a parlamentar.
Na publicação, Benny afirmou que a suspensão do ato coletivo foi uma medida necessária para preservar vidas diante da escalada de violência e ameaças:
“Hoje era dia de estarmos juntas, ocupando o espaço público com coragem e dignidade na Caravana Libera Meu Xixi, no Plaza Shopping. Mas infelizmente recebemos diversas ameaças de morte, ameaças de agressão e até relatos de pessoas dizendo que levariam armas de fogo ao local.”
Mesmo após orientar apoiadores a deixarem o local, Benny decidiu entrar no shopping como forma de resistência política e simbólica.
O caso reacende o debate sobre violência política de gênero, transfobia e a escalada de ataques contra pessoas trans no Brasil, país que segue liderando rankings mundiais de assassinatos de pessoas trans e travestis.
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