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Símbolo da Costa do Sol, Cabana do Pescador é preservada pela Justiça

  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 26/02/2026

por Redação GBNEWS

Foto: Sueli Palhares

Patrimônio imaterial da Costa do Sol, na Região dos Lagos, a Cabana do Pescador, construída no início da década de 1940 entre as praias do Peró e das Conchas, em Cabo Frio, está oficialmente livre do risco de demolição. O espaço será revitalizado e passará a funcionar como Centro Cultural e Turístico voltado às atividades ligadas ao mar. Durante a audiência, o representante do MPF informou que transitou em julgado o processo que determina a demolição dos últimos quatro quiosques da Praia das Conchas. Com o encerramento da disputa judicial, a Prefeitura de Cabo Frio deverá ser formalmente citada para executar a medida.

 

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26), durante audiência na 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia. Cenário de produções cinematográficas e conhecida nacionalmente por ter sido a “Casa do Tufão” na novela Avenida Brasil, da TV Globo, a cabana quase foi demolida a pedido do Ministério Público Federal (MPF), sob a alegação de que teria sido construída sobre um costão rochoso.

 

Ficou acordado ainda que os três herdeiros de Jamil dos Anjos, último ocupante da cabana, serão indenizados em R$ 450 mil e receberão licença para explorar três quiosques, sendo um deles no Jardim Esperança. A origem dos recursos para o pagamento — se por meio do Fundo Municipal de Turismo ou de verba própria do município — ainda será definida.

 

Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) manifestaram concordância em repassar o domínio da área ao município.

 

“Com a presença de todos os envolvidos, houve consenso de que a pauta é benéfica para o município — afirmou o secretário de Turismo de Cabo Frio”, Davi Barcellos.

 

Com o aval do MPF, da sociedade civil e da família de Jamil dos Anjos, foi aprovado o projeto da Prefeitura que prevê a utilização do espaço para manifestações culturais e turísticas, sem agressão ao meio ambiente.

 

Entre as propostas está a criação de uma sala temática sobre meio ambiente e turismo, que funcionará como apoio à trilha do Morro do Vigia — considerada a mais visitada da Costa do Sol —, com central de atendimento ao turista e oferta de capacitações.

 

O projeto inclui ainda a implementação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), com ações para restabelecer o equilíbrio ambiental, proteger recursos hídricos e promover a revegetação com espécies nativas. A fachada e as características originais do imóvel, tombado por decretos municipal e estadual, serão preservadas.

 

Parte do espaço será destinada ao arquivo pessoal de Jamil dos Anjos. Também está prevista a exposição de réplicas de traineiras e barcos pesqueiros típicos da região, no salão onde funcionava o antigo restaurante, incluindo o barco utilizado pelo pescador. O deck será mantido para a realização de eventos, como casamentos, feiras de artesanato e oficinas.

 

“A audiência foi muito produtiva para a cidade. A juíza foi objetiva, solicitou um plano emergencial de restauro e estabeleceu prazo para que a SPU e a Prefeitura acertem a mudança de gestão do espaço. Foi uma vitória de todos que lutaram pela preservação da cabana”, afirmou Marta Rocha, representante dos Amigos do Peró e da Associação Comercial e Turística do Peró (Acetur).

 

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