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Socialista Seguro vence eleição presidencial em Portugal

  • Foto do escritor: Redação GBNews
    Redação GBNews
  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 09/02/2026

Por Redação GBNEWS

Em uma campanha em que apelou ao voto moderado, o socialista António José Seguro foi eleito presidente de Portugal neste domingo (8/2), segundo a Comissão Nacional de Eleições.

 

Ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, Seguro tinha 66,8% dos votos, com 99,20% das urnas apuras.

 

Seguro venceu confortavelmente o candidato André Ventura, líder do Chega, da direita radical, que concorreu com um forte discurso anti-imigração. Ele tinha 33,18% dos votos.


Ao falar com jornalistas antes de comemorar com seus apoiadores, Seguro declarou que "o povo português é o melhor povo do mundo", com "responsabilidade cívica enorme".

 

Depois, em discurso, Seguro afirmou que "os vencedores dessa noite são os portugueses e a democracia".

 

Segundo o jornal Público, Seguro teve o maior número de votos absolutos da história em uma eleição presidencial em Portugal.

 

Também logo após o anúncio das projeções, Ventura reconheceu a derrota. "Ele venceu. Desejo-lhe um excelente mandato", disse ao sair de uma missa.

 

Seguro é visto como uma figura centrista e moderada e vai ter que atuar em momento polarizado na política portuguesa.

 

Portugal tem um regime semipresidencialista de matriz parlamentar. Isso quer dizer que, embora o presidente seja eleito por voto direto, o poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro, indicado após eleições legislativas e que depende de apoio mínimo no Parlamento.

 

Desde 2024, o primeiro-ministro de Portugal é Luís Montenegro, da coligação de centro-direita liderada pelo Partido Social Democrata (PSD).

 

O papel do presidente, porém, está longe de ser protocolar, já que exerce um poder moderador crucial.

 

O presidente pode vetar leis, devolvendo-as ao Parlamento, e tem a prerrogativa de dar posse ao primeiro-ministro. Em casos extremos, também pode dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas — medida conhecida como "bomba atômica".

 

Seguro, então, pode ser decisivo para garantir a estabilidade do governo minoritário de centro-direita liderado pelo PSD.

 

O novo presidente foi eleito com o apoio de várias figuras políticas portuguesas moderadas, entre eles Aníbal Cavaco Silva, presidente entre 2006 e 2016 e primeiro-ministro entre 1985 e 1995.

 

Também o apoiaram os prefeitos de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte, ambos do PSD. Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD no primeiro turno, afirmou que votaria em Seguro por seu alinhamento com a "defesa da democracia" e a "moderação política".

 

A votação deste domingo ocorreu com o país em estado de "calamidade pública", em meio a uma onda de fortes tempestades. Ventura chegou a pedir o adiamento da eleição, mas autoridades eleitorais afastaram essa possibilidade, admitindo apenas adiamentos pontuais em alguns municípios.

 

 

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