Rodoviários de Niterói, SG, Maricá, Itaboraí e Tanguá entram em greve no dia 26
Rio de Janeiro, 19/4/2021
Por Redação GBNEWS

Rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá decidiram, em plebiscito, realizar uma paralisação no dia 26 de abril, em protesto pela não inclusão da categoria no calendário de grupos prioritários para vacinação contra a covid-19, por parte do Governo do Estado e prefeituras. Os trabalhadores exigem também maior empenho do Governo Federal na aquisição dos imunizantes. De um total de 1.558 participantes, 1.481 optaram pela deflagração do movimento, 64 foram contrários e 13 votaram em branco.
Nesta segunda-feira (19), o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) comunicou às empresas, à Justiça e às autoridades do Estado e dos municípios a decisão da votação, de acordo com a Lei 7.783/89. Uma carta aberta à população será publicada para explicar os motivos do protesto.
Levantamento do Sintronac junto às empresas de ônibus dos cinco municípios revela que a vacinação dos rodoviários não impactaria no quadro geral de imunização da população pelo pequeno número de doses necessárias para atender à categoria, de acordo com o universo populacional de cada cidade. Assim, em Niterói seriam necessárias 3.443 doses para os rodoviários de 12 empresas; em São Gonçalo, 7.147 profissionais em 14 viações; em Maricá, 1.226 em uma companhia; em Itaboraí, 263, também em uma empresa; e, em Tanguá, sete vacinas para os rodoviários de uma viação.
Desde janeiro deste ano, o Sintronac tem enviado ofícios às prefeituras alertando sobre a necessidade urgente da vacinação dos rodoviários. Apenas a Prefeitura de Niterói acenou com a possibilidade de imunização da categoria pela Sputnik V, cujos primeiros lotes adquiridos pela municipalidade chegariam à cidade em maio. No entanto, diante da relutância da Anvisa em aprovar a vacina russa, é improvável que essa promessa seja cumprida.
O Sintronac pretende estender o movimento para os demais municípios de sua área de atuação, além de iniciar conversações com sindicatos dos rodoviários da capital e da Baixada Fluminense para que estes participem da mobilização, além de metroviários, ferroviários e trabalhadores das Barcas.


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