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Rio, a terra de Malboro: 8 mortos, 4 presos e ônibus incendiado

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 18/03/2026

Por Gilson Barcellos

Fotos: Reprodução

Moradores do Morro dos Prazeres, na Região Central do Rio, acordaram nesta quarta-feira (18) debaixo de fogo cruzado entre policiais e traficantes. O saldo é de 7 bandidos e um morador morto, ônibus incendiado e quatro pessoas presas.

 

O morador Leandro Silva Souza morreu baleado após ser feito refém por bandidos dentro da própria casa durante uma operação da PM no Morro dos Prazeres. Segundo o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), as equipes tentavam uma negociação quando foram atacadas a tiros e reagiram. Na residência, o morador acabou baleado e não resistiu. 

 

Nessa ação, morreram o chefe do tráfico da localidade, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, de 55 anos, e mais seis bandidos.

 

A mulher de Leandro, também feita refém, precisou ser amparada, mas não sofreu ferimentos. "A gente conseguiu tirar ela com segurança, em estado de choque, e nós estamos agora conduzindo ela para que possa prestar todo depoimento", acrescentou o comandante do Bope.

 

Outras quatro pessoas foram presas quando tentavam bloquear vias no Rio Comprido. No local,  e um deles foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no acesso ao Túnel Rebouças. Devido a violência, comércios fecharam as portas.

 

Jiló

Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, acumula 135 anotações criminais desde a década de 1990, incluindo tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e roubo. Contra ele, haviam 10 mandados de prisão em aberto, e é apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, localizado no Centro do Rio de Janeiro.

 

Jiló é suspeito de envolvimento na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em 2016, após a vítima entrar por engano na comunidade. Bardella foi morto, e o primo, feito refém, foi obrigado a circular por horas com o corpo no carro antes de ser liberado. Segundo a polícia, Jiló havia deixado a prisão cerca de 30 dias antes do crime, após progressão de pena.


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