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Quaquá: suplente da chapa de Bené para o senado é envolvido em escândalos

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 19/4/2026

Por Redação GBNEWS

Para Quaquá o suplente de Bené para o Senado é uma arma para os adversários políticos


A reunião do diretório regional do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio neste sábado (19), não foi nada tranquila para a formação da chapa da deputada federal Benedita das Silva que será candidata ao Senado.

 

Benedita da Silva terá como suplente o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, com o conhecimento do presidente Lula.

 

O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá afirma em nota que apoia Bené, mas não concorda com a escolha do suplente numa clara quebra de acordo:

 

“Mesmo cientes das dificuldades eleitorais, decidimos, em nome da unidade do partido no Rio de Janeiro, apoiar a candidatura de Benedita da Silva ao Senado — ainda que nosso grupo tenha ampla maioria na direção, entre os delegados ao congresso e na base militante do PT no estado.

 

Desde o primeiro momento, deixamos claro que o acordo passava pela indicação das suplências. Indicamos, para isso, o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Felipe Pires, e acolhemos uma importante construção dos setores evangélicos e de direitos humanos do partido, com a indicação do pastor e cantor Kleber Lucas como segundo suplente.

 

Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo.

 

Benedita é uma mulher honrada, de trajetória respeitada e compromisso público reconhecido. Justamente por isso, é fundamental que sua candidatura esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos ou fragilizar o projeto coletivo.

 

Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos. Já abrimos mão de disputar internamente em nome da unidade. Insistir em desconsiderar a maioria do partido no estado e construir uma chapa vulnerável a ataques dos adversários é um erro político.

 

Cada um sabe das suas ações e das responsabilidades que carrega. Esperamos que todos ajam com a responsabilidade que o momento exige”, conclui Quaquá.


Condenação


O ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino dos Santos, que no escândalo do mensalão recebeu juntamente com outros petistas R$ 2,76 milhões, foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por superfaturamento e licitação dirigida, tendo beneficiado uma empresa que prestou serviços para o PT do Rio em 2004.


Severino foi presidente da Casa da Moeda no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com Severino, o TCU condenou outros dois diretores da Casa da Moeda, além de sócios de empresas beneficiadas a devolver aos cofres públicos R$ 32,3 mil. Antes de ser nomeado presidente da Casa da Moeda, Severino foi secretário de Articulação Governamental na administração de Benedita da Silva (PT).

 

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