Política no Estado do Rio é sinônimo de vergonha nacional
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Rio de Janeiro, 30/3/2026
Por Gilson Barcellos
Ilustração: IA/João Calandrini

Somente no próximo dia 08 de abril é que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se a eleição para o mandato-tampão para governador do Rio de Janeiro será direta ou indireta. Até lá, o comando fica por conta do presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro. A eleição para o governador que ficará no cargo até 1º de janeiro está prevista para o dia 22 de abril.
Com a renúncia do governador Cláudio Castro (PL), que já estava sem seu vice Thiago Pampolha que virou conselheiro do TCE, e com a cassação do mandato do presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, na linha sucessória interinamente ficou com o presidente do Tribuna de Justiça. Na Alerj, o presidente interino é o deputado Guilherme Delaroli (PL).
O segundo maior estado da federação continua dando um péssimo exemplo nacional na condução política e econômica. O Estado do Rio de Janeiro está parado em consequência da corrida do poder, da conquista imediata da riqueza ilícita, é claro, com exceções. A casa cai, demora um pouco, mas cai. Aquele discurso que visa melhorar a qualidade de vida do povo fica apenas da boca para fora. O Rio de Janeiro vive a insegurança, saúde o caos, educação nem se fala e por aí vai.
Prisões
Nos últimos anos, cariocas e fluminenses elegeram vereadores, prefeitos, deputados estaduais, senadores, presidentes da república e governadores. Muitos deles foram parar na cadeia, alguns condenados e outros se safaram graças a habilidade dos seus bem pagos advogados que conseguiram provar a inocência de seus clientes.
Nas duas últimas duas décadas, passaram pela prisão os ex-governadores Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral (condenado a mais de 400 anos, mas está em liberdade), Luiz Fernando Pezão (atual prefeito de Piraí), Wilson Witzel (que foi afastado pela Alerj com impeachment) e Cláudio Castro, que renunciou para fugir de uma possível cassação pelo TSE. A única exceção foi Benedita da Silva (PT) que governou o Estado e não teve nenhuma suspeita de irregularidades.
Ainda na política fluminense, também sentiram ou ainda sentem o sabor da cadeia, os ex-deputados federais Roberto Jeferson, Daniel Silveira, Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) e Chiquinho Brazão, que juntamente com seu irmão Domingos Brazão (conselheiro do TCE) foram condenados a 76 anos pelas mortes da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Também foram presos os deputados estaduais Paulo Mello e Jorge Picciani, ambos ex-presidentes da Alerj. Rodrigo Bacellar suspeito de ter ligações com o Comando Vermelho (CV) foi preso pela segunda vez, na semana passada, pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Bacellar.
Isso tudo sem falar no ex-presidente da República Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado em janeiro de 2023. Cumpre atualmente prisão domiciliar em Brasília, também por determinação de Alexandre Moraes.
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