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Política no Estado do Rio é feita num ambiente familiar

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Rio de Janeiro, 10/02/2026

Por Gilson Barcellos

Ex-vereador de Maricá José Delaroli com o neto João, de 21 anos, presidente da Câmara Municipal de Itaboraí e atual prefeito interino (foto Agência GBNEWS)


Ano eleitoral mexe com as bases políticas e no Rio de Janeiro, as famílias se movimentam em busca do poder, seja no governo do estado ou no legislativo. É a tal da política familiar e temos alguns exemplos.

Jorge Picciani comandou a Assembleia Legislativa (Alerj) durante alguns anos. Morreu cumprindo prisão domiciliar. Considerado um excelente articulador, os políticos buscavam sua benção. No seu rastro, fez deputados os filhos Leonardo e Rafael.

Anthony Garotinho, cacique político de Campos dos Goytacazes, foi prefeito, deputado e governador. Fez a mulher Rosinha governadora e depois prefeita de Campos, onde atualmente a cadeira é ocupada pelo filho Wladimir que está no segundo mandato. A filha Clarissa Garotinho também legislou. Foi vereadora no Rio e deputada.

 Rodrigo Bacellar


Ainda na política familiar em Campos dos Goytacazes, Marcos Bacellar foi presidente da Câmara de Vereadores e atualmente tem o filho Marquinho com mandato. O outro filho, Rodrigo Bacellar se elegeu deputado estadual, por decisão da justiça está afastado da presidência da Alerj, usa tornozeleira eletrônica e pediu licença da Casa.

Sérgio Cabral sucedeu Rosinha Garotinho no Palácio Guanabara. Antes presidiu a Alerj e com sua força política fez deputado federal o filho Marco Antônio Cabral. Sérgio é filho do saudoso jornalista e vereador Sérgio Cabral. O ex-governador está condenado a mais de 400 anos de prisão por corrupção, recorreu e a justiça autorizou o político cumprir a pena em liberdade.

A família Bolsonaro também há muitos anos entrou para a política. Jair foi deputado federal por vários mandatos, presidente da república e atualmente cumpre prisão na Papudinha, no Distrito Federal por tentativa de golpe de estado. Os filhos também entraram de cabeça na política. Carlos renunciou ao cargo de vereador da capital fluminense para se lançar candidato ao senado por Santa Catarina. O irmão, Flávio, é senador e pré-candidato à presidência da república. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro está articulando e pode ser candidata a uma cadeira do senado na capital federal. O outro filho de Jair, Eduardo Bolsonaro, está morando nos Estados Unidos e corre o risco de perder o mandato de deputado federal por São Paulo.

Em Maricá, Washington Quaquá está no terceiro mandato como prefeito. Fez a ex-mulher Rosangela Zeidan deputada estadual e, agora, a bola da vez é o filho Diego que quer ser deputado em Brasília. No mandato anterior, o jovem foi vice-prefeito da cidade recordista em arrecadação dos royalties do petróleo.

Prefeito Marcelo Delaroli


Fechando o domínio das famílias fluminenses na política, chegou a vez dos Delarolis. José Delaroli foi vereador em Maricá, onde o filho Marcelo tentou ser prefeito e se elegeu deputado federal. Agora, cumpre o segundo mandato como prefeito bem avaliado em Itaboraí, cidade vizinha. Lá, com seu prestígio, Marcelo alavancou os votos para o irmão Guilherme Delaroli se eleger deputado estadual e com o afastamento de Bacellar, assumiu interinamente a presidência da Alerj. Ainda em Itaboraí, João Delaroli, 21 anos, graças a força política do tio Marcelo e do pai Guilherme, foi o vereador mais votado da cidade, assumiu a presidência da Câmara Municipal e hoje é o prefeito interino de Itaboraí. O prefeito pediu licença, seu vice atualmente é chefe de gabinete da presidência da Alerj. Pelo direito sucessório assumiu interinamente o presidente da Câmara. Não está afastada a hipótese de Marcelo Delaroli ser o candidato ao governo do estado pelo Partido Liberal.

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