Polícia Federal prende vereador Jorge Canella na Operação Unha e Carne
Rio de Janeiro, 22/9/2026

Apesar do sobrenome, o vereador Jorge Canella não tem parentesco com o ex-prefeito de Beldord Roxo Márcio Canella (foto reprtodução Redes Sociais)
Foi preso na manhã desta terça-feira (22), o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil), na sétima fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Com o político foram apreendidos dois fuzis e uma metralhadora.
Na ação, policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e na Câmara Municipal do Rio, no Centro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, as armas estavam no endereço da Barra da Tijuca em desacordo com a legislação, o que levou à prisão em flagrante. O parlamentar também é coronel da reserva da Polícia Militar.
Jorge Canella e o armamento foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio. A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II para desarticular organizações criminosas que atuam no estado.
A Câmara Municipal do Rio em nota, informou que os agentes estiveram na Casa para cumprir um mandado de busca e apreensão no gabinete do veredor, mas que nenhum bem ou material foi apreendido no local.
Segundo o advogado do vereador, Gabriel Miranda, todas as armas encontradas na residência de Jorge eram de sua propriedade e estavam legalizadas.
"O político, que é coronel da Polícia Militar, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida", explicou em comunicado.
Apesar de usar o sobrenome Canella, Jorge não tem parentesco com o ex-prefeito de Belford Roxo e candidato a deputado estadual, Márcio Canella (União Brasil). No entanto, o uso do nome não é por acaso e foi adotado ainda nas eleições de 2024. Aliados políticos há anos, os dois já se referiram publicamente um ao outro como “irmão que a vida me deu”.
A ação desta terça, é um desdobramento da sexta fase da Operação Unha e Carne que prendeu Márcio Canella também por posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito.
Por Redação GBNEWS
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