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Polícia Federal prende em Recife o ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro

  • Foto do escritor: Gilson da Gama Barcellos
    Gilson da Gama Barcellos
  • 13 de jun.
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 12/6/2025

Por Redação GBNEWS

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Ex-ministro Gilson Machado é suspeito de tentar dar fuga a Mauro Cid, um dos réus da tentativa de golpe


O ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL), Gilson Machado, foi preso nesta sexta-feira (13), pela Polícia Federal em sua residência na capital pernambucana. Ele é suspeito de obstrução de Justiça ao tentar conseguir um passaporte português para o ajudante de ordens tenente-coronel do Exército Mauro Cid.

 

Ao GLOBO, o ex-ministro admitiu ter procurado o Consulado de Portugal em Recife, em maio deste ano, por telefone, mas alegou que sua intenção era tratar de uma questão familiar. A medida foi interpretada pela PF como uma possível tentativa de atrapalhar o andamento da ação penal da trama golpista, já que Cid é um dos réus. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a investigação sobre o caso.

 

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) a atitude de Machado pode configurar obstrução de investigação da trama golpista e de outras apurações em curso, além de favorecimento pessoal. A PGR considera, no entanto, que é necessário aprofundar a apuração. De acordo com a Procuradoria, as informações reunidas pela PF apontam "elementos sugestivos" de uma ação de Machado para "obstruir a instrução da Ação Penal n. 2.688/DF e das demais investigações que seguem em curso, possivelmente para viabilizar a fuga do país do réu Mauro Cid, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual."

 

O advogado que cuida do caso do ex-ministro, por sua vez, disse não saber ainda os motivos da prisão por não ter tido acesso aos autos do processo ou à decisão de Alexandre de Moraes.

 

Gilson Machado foi candidato ao Senado e à prefeitura do Recife pelo PL, mas não conseguiu se eleger.

 

Mauro Cid, o beneficiado no suposto plano de fuga, também foi alvo da operação. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro não foi preso, mas teve celulares e outros itens apreendidos.

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