Operação Transoceânica: Polícia Federal acorda o prefeito de Niterói Rodrigo Neves
Rio de Janeiro, 16/12/2020
Por Redação GBNEWS
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), foi acordado em casa, no bairro de Santa Rosa, no início da manhã desta quarta-feira (16), por policiais federais e agentes do Ministério Público Federal (MPF) que também estiveram em outros endereços. Eles cumpriram mandados de busca e apreensão referentes a supostas irregularidades nas obras da Transoceânica Charitas-Engenho do Mato, que ficou R$ 34 milhões mais cara do que o previsto, e contratos de publicidade firmados pelo governo municipal.
Ao todo, foram expedidos 11 mandados de busca de apreensão pelo Tribunal Regional Federal (TRF) - oito deles no Rio e três em São Paulo. A operação foi autorizada pelo desembargador federal Marcello Granado a pedido do procurador regional da República, Carlos Aguiar.
Da casa de Rodrigo, os agentes levaram bolsas com papéis e, segundo o prefeito, nenhum objeto de valor foi apreendido, apenas seu celular pessoal.
Além da casa do prefeito e da sede da prefeitura, os mandados foram cumpridos na Região Oceânica de Niterói, Botafogo, Barra da Tijuca, Centro do Rio, Gávea e Leblon. Além de Itaim Bibi e Pacaembu, em São Paulo. Mais de 60 agentes federais participam da ação, que foi batizada de Transocêanica.
Foram alvos dos agentes federais: o prefeito Rodrigo Neves, André Felipe Gagliano Alves (assessor de Neves), Domício Mascarenhas de Andrade (assessor de Neves), Eduardo Bandeira Villela (sócio Prole), Krysse Mello Gonçalves (sócio KRM), Renê Sampaio de Honorário Ferreira (sócio KRM), William Passos Júnior (sócio Prole), Barry Company Produções Audiovisuais, KRM Produções Audiovisuais, Fulano Filmes, Nimbus Comunicação e Marketing, Pensamentos Associados Comunicação e Participações, e Prole Serviços de Propaganda.
O prefeito Rodrigo Neves, em nota classificou a operação transoceânica de absurda e que nunca foi ouvido ou convidado a prestar qualquer esclarecimento sobre quaisquer assuntos. Neves afirmou ainda que "vem sofrendo ataques e perseguições, sobretudo a partir do ano de 2018, mas nada foi encontrado contra ele" e que sua defesa tomará medidas para responsabilizar os seus autores.
Prisão em 2018
Em dezembro de 2018, Rodrigo Neves foi acordado e preso por uma força-tarefa do Ministério Público estadual e da Polícia Civil, na operação Alameda, desdobramento da operação Lava-Jato no Rio. À época, Rodrigo Neves foi acusado de ter desviado mais de R$ 10 milhões dos transportes da cidade entre os anos de 2014 e 2018. Após três meses, ele foi solto por decisão do Tribunal de Justiça do estado.
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