Navio do Greenpeace está no Rio para visitação pública neste domingo (21)
- 21 de dez. de 2025
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Rio de Janeiro, 21/12/2025
Por Redação GBNEWS
Fotos: Divulgação/Greenpeace

O lendário navio ativista do Greenpeace, o Rainbow Warrior, usado em ações e em pesquisas ambientais em todo o mundo, está no Rio de Janeiro e fica aberto para visitação pública neste domingo (21) até às 16h. Durante a visita, as pessoas poderão interagir com a tripulação, visitar a sala de comando do navio e entender como a embarcação é usada pelo Greenpeace, maior organização ambiental mundial, com mais de 50 anos de existência.
Do lado de fora do navio, o público poderá se divertir com brincadeiras especialmente preparadas para a ocasião e interagir com a tenda oceânica do Greenpeace, que reproduz a vida marinha do mar profundo (abaixo de 200 metros), e tirar fotos com um polvo inflável gigante de 5 metros de altura. Para as crianças, haverá recreação em brinquedos e distribuição de tatuagens infantis. O acesso à embarcação se dá na Praça Mauá, ao lado do Museu do Amanhã.

Além de aproximar a população às questões de meio ambiente, a passagem do navio pela capital fluminense tem por objetivo chamar a atenção das pessoas para justiça climática e proteção dos oceanos.
“A história do Greenpeace no Brasil começou em 1992, com a vinda do Rainbow Warrior ao Rio de Janeiro para a ECO92, evento que deu origem à Conferência do Clima das Nações Unidas, as COPs. Em 2025, ano em que ocorreu a COP30 em Belém, o lendário navio da organização voltou ao país para trazer a mensagem de esperança e justiça climática. Agora, o navio chega no Rio de Janeiro, uma das cidades mais afetadas pela crise do clima, para reforçar a importância de colocarmos as comunidades periféricas, povos tradicionais e povos do mar no centro do debate climático”, explica a coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.
Do morro ao mar
Guiado pela mensagem “Do morro ao mar, justiça climática para quem resiste!”, o Rainbow Warrior articula debates sobre adaptação climática, protagonismo comunitário e a defesa dos oceanos como um direito fundamental das populações historicamente mais afetadas pelas mudanças climáticas.
Após uma intensa agenda na COP30, em Belém, o Rainbow Warrior seguiu pela costa brasileira com a missão de ampliar os debates da Conferência do Clima e evidenciar a urgência de adaptação das cidades e populações costeiras à nova realidade do clima.
Antes de chegar ao Rio de Janeiro, a embarcação passou por Recife, cidade marcada por infraestrutura urbana frágil e profundas desigualdades sociais, que enfrenta desafios semelhantes ao de outras capitais brasileiras, como enchentes frequentes, falta de saneamento básico e moradias precárias em áreas de alto risco.
Em Belém, durante a COP30, mais de 7 mil pessoas visitaram o navio durante os dois finais de semana em que a embarcação esteve aberta ao público, incluindo estudantes de escolas públicas, indígenas, quilombolas e participantes de movimentos sociais e ambientais. Em Recife, foram mais de 3 mil pessoas em dois dias de visitação.
Símbolo do ativismo ambiental
O Rainbow Warrior é reconhecido mundialmente por participar de manifestações pacíficas em defesa do planeta, do Ártico à Amazônia. Desde sua inauguração, em 1978, tem cruzado mares levando uma mensagem de esperança e mobilização por um mundo mais verde e justo.
Em 1985, o Rainbow Warrior foi afundado por bombas lançadas pelo serviço secreto francês na Nova Zelândia, quando se preparava para protestar contra testes nucleares no atol de Mururoa, no Oceano Pacífico. Quatro anos depois, o Greenpeace lançou ao mar o sucessor Rainbow Warrior II, inicialmente dedicado ao combate à pesca predatória na Europa e, a partir de 2011, convertido em barco-hospital em Bangladesh.
A geração atual da embarcação, o Rainbow Warrior III, foi construída com a colaboração de mais de 100 mil doadores e apresenta design personalizado. Inaugurado em 14 de outubro de 2011, o navio atual já navegou por mais de 55 países.
Alguns destaques da trajetória do Rainbow Warrior:
A construção da versão mais recente da embarcação, o Rainbow Warrior III, possui design personalizado e utiliza o vento para se deslocar sempre que possível, reduzindo consideravelmente o uso de combustível fóssil.
Entre as ações emblemáticas, o navio participou de operações de auxílio em territórios impactados por testes nucleares nas Ilhas Marshall, em 1985;
Também tem atuado contra a pesca industrial predatória, documentando apreensões de equipamentos ilegais e salvando espécies marinhas ameaçadas (junho de 2025), e em ações de bloqueio a plataformas de petróleo;
A tripulação foi detida na Coreia do Sul após protesto pacífico contra carregamento de plásticos tóxicos, em novembro de 2024. Os ativistas só foram liberados em junho de 2025
Sobre o Greenpeace Brasil
O Greenpeace Brasil é uma organização ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização atua há mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destruição das florestas.


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