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"Me acho foda, fenomenal" disse MC Poze na CPI da Alerj ao bater de frente com deputado

  • Foto do escritor: Gilson da Gama Barcellos
    Gilson da Gama Barcellos
  • 21 de out.
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 21/10/2025

Por Redação GBNEWS

Foto: Reprodução/Alerj

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O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, compareceu nesta segunda-feira (20) à Alerj para a polêmica reunião da CPI das Câmeras. Ele foi convocado para esclarecer o roubo e a rápida recuperação de seu carro de luxo no mês passado — uma Land Rover Defender blindada, levada no Recreio dos Bandeirantes e localizada poucas horas depois. 

 

A CPI investiga a relação de empresas de proteção veicular com facções criminosas para o resgate de veículos — prática que, segundo os deputados, virou uma nova fonte de receita do tráfico. 

 

Em um depoimento curto, Poze atribuiu a rápida recuperação à sua própria fama e à repercussão do crime nas redes sociais. No pronunciamento, o artista bateu de frente com o presidente da comissão, deputado Alexandre Knoploch (PL), e usou do direito ao silêncio logo em seguida. 

 

“É uma coisa óbvia meu carro aparecer e até demorar a aparecer por eu ser Poze do Rodo. Eu me acho uma pessoa foda, fenomenal. Sou mundialmente muito reconhecido”, disparou o MC ao ser questionado sobre a rapidez com que o veículo foi encontrado. “É óbvio que a pessoa que me roubou, após ver a repercussão, não ficaria com o carro, o único no Rio de Janeiro que é vermelho e todo personalizado por dentro, com meu nome nos bancos. Ele não foi encontrado, ele foi largado. Era óbvio que seria entregue por eu ser gigante”, completou

 

Após a justificativa, o cantor mirou diretamente em Knoploch, citando críticas feitas pelo parlamentar em publicações nas redes sociais. “Muitas pessoas gostam disto [da fama], muitas discordam, inclusive o senhor. Nas suas redes, o senhor deixou isso bem nítido, falando que sou um marginal. Então, creio eu que não tenho o por que ficar dialogando com uma pessoa que acha uma coisa que não sou”, afirmou Poze, antes de anunciar que permaneceria calado, amparado por um habeas corpus.

 

O deputado não recuou e manteve a posição. “O que eu disse eu não retiro. Acho que as músicas que o senhor faz são apologia ao tráfico de drogas. Quando o senhor faz um vídeo numa comunidade cantando suas músicas usando uma capinha de celular que simula uma arma de fogo acaba incentivando alguns tipos disso”, rebateu Knoploch. 

 

“Nossa preocupação, sabendo do seu histórico pregresso, era que pelo vínculo que poderia existir, teria tido uma facilidade [na recuperação]”, justificou o presidente da CPI, citando que quando foi preso, Poze preferiu ficar junto a membros do Comando Vermelho. Segundo o parlamentar, por conta disso, o cantor poderia ter algum tipo de ligação com a facção, o que teria ajudado a recuperar o veículo rapidamente. 

 

O relator da comissão, Filippe Poubel (PL), afirmou que o objetivo é investigar o que chamou de “indústria do resgate”, que se tornou mais uma receita do tráfico. Segundo ele, criminosos roubam veículos e negociam a devolução com empresas especializadas, alimentando um ciclo.

 


 



 

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