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Maricá lidera crime de estelionato no Leste Fluminense

  • há 57 minutos
  • 3 min de leitura

Rio de Janeiro, 06/8/23026

Por Redação GBNEWS

Foto: Rede Social

Estudo da Firjan sobre segurança pública mostra que os casos de estelionato cresceram em todas as regiões fluminenses. No Leste Fluminense, os registros aumentaram cerca de 277% entre 2015 e 2025, enquanto a letalidade violenta e os roubos de rua apresentaram queda. Maricá, cidade bilionária graças aos royalties do petróleo e com uma população em torno de 210 mil habitantes, lidera o ranking de estelionatos.

O avanço dos casos de estelionato foi uma tendência observada em todas as regiões fluminenses ao longo da última década. No Leste Fluminense – que corresponde ao recorte dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá - os registros passaram de 4.002 para 15.087 ocorrências entre 2015 e 2025, alta de aproximadamente 277%. 

 

As informações fazem parte do Panorama da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro 2015–2025, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). 

 

Neste período, o número de vítimas de letalidade violenta na região caiu de 663, em 2015, para 270, em 2025, redução de aproximadamente 59%. O estudo mostra que, embora a letalidade violenta também tenha apresentado queda no estado do Rio de Janeiro ao longo da última década, foram contabilizadas 56.838 vítimas entre 2015 e 2025. O levantamento também identificou crescimento dos casos de estelionato em todas as regiões fluminenses, reforçando o avanço desse tipo de crime no estado. 

 

Os dados do Leste Fluminense correspondem a um recorte editorial do Panorama Regional do Leste Fluminense e reúnem informações dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá. Os demais municípios que compõem a regionalização do estudo são apresentados em um material específico da Região dos Lagos. 

 

"Estamos entregando uma análise da última década e propondo um olhar específico para o que está acontecendo em cada região. Uma visão apenas dos dados consolidados do estado pode fazer com que as medidas de segurança pública não combatam os crimes que, de fato, estão penalizando a população e prejudicando o desenvolvimento de cada localidade", afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.  

 

Estelionato 


O avanço do crime de estelionato foi observado em todos os municípios analisados, com destaque para Maricá, onde os casos aumentaram 688%, passando de 267 para 2.103 registros. Também registraram crescimento expressivo Rio Bonito (310%), Niterói (251%), Itaboraí (244%) e São Gonçalo (240%). 

 

Os roubos de rua também apresentaram queda expressiva, passando de 12.209 para 3.552 ocorrências no período, retração de cerca de 71%. Já os registros de extorsão passaram de 301 para 399 casos entre 2015 e 2025, crescimento de aproximadamente 33%, comportamento semelhante ao observado nas demais regiões fluminenses. 

 

Para a Firjan, os indicadores reforçam a importância de políticas de segurança pública regionalizadas, capazes de responder às diferentes dinâmicas criminais observadas em cada território. 

 

"Uma medida pode ser a criação de um fórum permanente, com a participação do setor produtivo e da sociedade civil. Esse é um caminho para que se possa planejar e monitorar políticas públicas com uma abordagem regional", afirma o gerente-geral de Estudos e Estratégias da Firjan, Isaque Ouverney. 

 

Ele também destaca a importância da modernização da capacidade de investigação para crimes de fraude por meios digitais, do enfrentamento ao crime organizado e à sua economia, além da ampliação da disponibilidade de dados públicos de segurança. 

 

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