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Maricá adquire a vacina Sputink e chegada depende da logística exigida na operação Rússia-Brasil

11 de mar. de 2021
2 min de leitura

Rio de Janeiro, 11/3/2021

Por Redação GBNEWS


Conforme o GBNEWS noticiou na tarde desta quinta-feira (11), a Prefeitura de Maricá fechou acordo com a Rússia para a aquisição imediata de 400 mil doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo país. Maricá tem 160 mil habitantes

Prefeito Fabiano Horta quer imunizar os maricaenses o mais rápido possível


Segundo o prefeito Fabiano Horta (PT), como a vacina será produzida na Rússia e enviada ao Brasil pronta para a utilização, o prazo para a chegada das primeiras doses ainda depende da logística exigida na operação para ser definido. O contrato de aquisição será assinado com o Fundo Soberano Russo.

Em dezembro de 2020 a Prefeitura de Maricá tentou comprar 440 mil doses da vacina Sputnik V e também com o Instituto Butantan para a aquisição da Coronavac. Não obteve êxito devido a impossibilidade legal dos municípios fecharem as compras diretamente.


O marco legal que permitiu a compra é o projeto de lei 534/2021, aprovado no Congresso e sancionado nesta quarta-feira (10) pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). A lei permite a compra por estados, municípios e pelo setor privado de vacinas contra a Covid-19 com registro ou autorização temporária no Brasil. A participação de Maricá na compra foi viabilizada um dia após a sanção depois que o município se incorporou à articulação feita por governadores do Consórcio Nordeste.

Desenvolvida pelo laboratório Gamaleya, a vacina Sputnik V alcançou eficácia de 91,6% segundo estudo publicado pela revista científica The Lancet. O estudo mostrou, ainda, que 21 dias depois da aplicação da primeira dose, ela foi 100% eficaz na prevenção de casos graves e mortes. Tecnicamente, a vacina Sputnik V usa um método parecido com a da Astra Zeneca, que é a inserção de um pedaço do vírus Sars-CoV-2 em um chamado vetor viral (um adenovírus inofensivo), que é então injetado no corpo. Isso permite que o sistema imunológico reconheça a parte do coronavírus e então crie as defesas contra ele. A diferença entre a vacina russa e a da Astra Zeneca está no fato de que na russa cada uma das duas doses tem um adenovírus diferente, o que reduz a possibilidade de uma eventual resistência do organismo afetar a resposta imunológica.



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