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Marcão assume AMO-RJ com foco em segurança, pedágio e regulamentação de eventos

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 31/3/2026

Por Redação GBNEWS

Fotos: Divulgação

A segurança no trânsito e em eventos públicos será prioridade na gestão de Marcos Nogueira, o Marcão, que acaba de assumir a presidência da Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (AMO-RJ). Entre as principais metas também estão a isenção de pedágio para motos e triciclos e a regulamentação de eventos em espaços públicos.

 

Instrutor de pilotagem, Marcão pretende intensificar o diálogo com autoridades sobre os riscos provocados pela crescente circulação de motos e bicicletas elétricas, especialmente no Rio e em Niterói, onde o número de acidentes tem aumentado. A ausência de exigência de habilitação e de emplacamento desses veículos, segundo ele, agrava o problema e expõe condutores e pedestres. Um exemplo recente foi o acidente que resultou na morte de mãe e filho, na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica.

 

Com trajetória consolidada no motociclismo, Marcão já foi conselheiro da AMO-RJ na gestão de Aloisio Braz e, mais recentemente, atuava como diretor. Filiado à entidade desde 2011, ele assume a presidência em substituição ao advogado Fernando Maggiolo.

 

Motociclista há 45 anos, integrou o Motoclube Corujas do Asfalto, de Magé, entre 2009 e 2018, período em que exerceu funções de diretor e presidente por dois mandatos. Em 2019, fundou o Motoclube Leviatã, com a proposta de fortalecer o motociclismo estradeiro aliado a ações sociais.

À frente da AMO-RJ, Marcão afirma que pretende “honrar, cumprir e defender o estatuto da entidade”, dando continuidade às pautas do setor, com destaque para medidas voltadas à segurança dos motociclistas e da população em geral.

 

Entre as propostas defendidas estão a proibição do uso de cerol em pipas nas proximidades de rodovias — prática considerada extremamente perigosa para motociclistas —, a retirada de tachões, especialmente em curvas, e a adoção de medidas mais rigorosas no combate ao roubo, furto e comércio ilegal de peças. Também defende a isenção de pedágio, a redução de alíquotas de importação para motos, peças e acessórios e a simplificação das regras para realização de eventos, sem abrir mão de critérios de segurança.

 

Durante sua atuação no Corujas do Asfalto, Marcão participou de iniciativas que contribuíram para a concessão do Título Municipal de Utilidade Pública ao motoclube. Também esteve envolvido em ações de apoio às vítimas das tragédias em São José do Vale do Rio Preto e em Xerém, em Duque de Caxias, além de colaborar com instituições filantrópicas de Magé e região.

 

Segundo dados do Detran, o Estado do Rio de Janeiro possui uma frota de cerca de 1,4 milhão de motocicletas, com maior concentração na Região Metropolitana. A capital lidera com cerca de 370 mil motos, seguida por São Gonçalo (60 mil); Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói (cerca de 50 mil cada); Campos dos Goytacazes (40 mil); e Belford Roxo e Petrópolis (30 mil cada).

 

— Nossa intenção, como presidente da AMO-RJ, é ampliar essas ações sociais para todo o estado, sempre com foco na segurança e com o apoio dos motoclubes — afirmou.

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