Maior distrito de Maricá convive com ruas e casas alagadas e lama
Rio de Janeiro, 16/9/2026

(fotos Leonardo Assis)
Apesar de ser uma das cidades mais ricas do país graças aos royalties do petróleo, Maricá continua apresentando problemas com as chuvas. Ruas e casas alagadas, além da lama que obriga os moradores a usarem sacos plásticos para não sujarem os sapatos.
O maior distrito da cidade, Itaipuaçu, foi a localidade mais atingida pelas chuvas dos últimos dias, obrigando a Prefeitura a intensificar as ações para reduzir os transtornos causados pelo volume atípico de precipitação registrado nas últimas semanas. Em apenas 14 dias, a região acumulou mais de 112 milímetros de chuva, volume equivalente ao esperado para um mês inteiro e 27% acima da média histórica para o período.
Equipes da autarquia Serviços de Obras de Maricá (SOMAR) foram mobilizadas nos pontos mais críticos e seguem atuando no bombeamento contínuo da água acumulada, na desobstrução de vias e no atendimento às famílias afetadas. Os trabalhos permanecerão de forma ininterrupta até a normalização da situação.

Para reduzir os impactos do período de chuvas no cotidiano da população, a gestão municipal também determinou, em reunião com as empreiteiras responsáveis pelas intervenções na cidade, a suspensão da abertura de novas frentes de trabalho até que os trechos atualmente em obras sejam concluídos e reorganizados. As empresas também deverão apresentar planos emergenciais para minimizar os transtornos aos moradores, especialmente em dias de chuva.
“Embora grande parte dos pontos de alagamento esteja relacionada a problemas de drenagem que se arrastam há décadas, inclusive em áreas onde os serviços ainda não começaram, a gestão optou por enfrentar esse gargalo estrutural para garantir uma solução definitiva e o desenvolvimento do município a longo prazo”, destacou o secretário de Governo e Grandes Obras, Honorato Fernandes.
As intervenções fazem parte de um pacote de mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos, que inclui obras subterrâneas de saneamento básico, instalação de emissário submarino, implantação de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), drenagem e urbanização.

Com as intervenções já licitadas e em andamento, Maricá avança nos índices de tratamento de esgoto. A cobertura, que era de 9% no início de 2025, tem como meta chegar a 15% até o fim deste ano. A projeção é ampliar esse percentual para cerca de 60% de todo o município até 2028.
“A prefeitura reforça que obras de infraestrutura de grande porte podem gerar impactos temporários no dia a dia da população, mas são necessárias para enfrentar problemas históricos e garantir mais qualidade de vida, saneamento e segurança viária para os moradores”, concluiu Honorato.
Por Redação GBNEWS

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