Lula diz que Alerj pode eleger miliciano para o governo e o legislativo rebate
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Rio de Janeiro, 24/5/2026
Por Redação GBNEWS
Foto: Divulgação

Diante do governador em exercício desembargador Ricardo Couto o presidente Lula diz que a Alerj pode eleger um miliciano para comandar o Estado
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) reagiu às declarações do presidente Lula (PT), que, em discurso na Fundação Oswaldo Cruz, neste sábado (23), disse que a casa elegeria “um miliciano” para o governo do estado.
Em nota, a Alerj disse que “respeita as instituições” e que “espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”.
“É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro”, diz a nota.
O presidente Lula afirmou, durante agenda na Fiocruz, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, que, se a Alerj tivesse que indicar alguém para o cargo de governador do estado, “viria um miliciano”.
A declaração foi dada durante discurso ao lado do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, que assumiu o comando do Palácio Guanabara interinamente após decisão judicial.
“Eu nunca tinha te visto, mas sabia que se a Assembleia tivesse que indicar, viria um miliciano”, disse Lula ao se dirigir diretamente a Couto, arrancando aplausos do público presente no evento.
O presidente ainda afirmou que o Rio de Janeiro vive uma grave crise de segurança pública e defendeu ações mais duras contra grupos criminosos e agentes públicos ligados à milícia.
“Não é possível que uma cidade como o Rio tenha territórios tomados pela milícia. Vamos juntos devolver os territórios para o povo. Ninguém quer que você faça uma ponte, as pessoas querem que você trabalhe para prender políticos que fazem parte de uma milícia organizada”, declarou.
Nota da Alerj
“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República.
É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro. A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito.
O Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na segurança pública, muitos deles relacionados inclusive à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país.
O momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade — e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições.
Seguiremos trabalhando pelo fortalecimento da democracia, da segurança pública e da defesa da população do Estado do Rio de Janeiro”.
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