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Justiça do Rio decreta prisão de Oruam que está foragido

  • Foto do escritor: Redação GBNews
    Redação GBNews
  • há 34 minutos
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 03/02/2026

Por Redação GBNEWS

Até o momento da postagem desta matéria o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, está foragido da justiça e a polícia está nas ruas do Rio para cumprir o mandado de prisão preventiva do artista devido ao descumprimento de medidas cautelares. O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou o habeas corpus que beneficiava o cantor.

 

A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal. Segundo a magistrada, os relatórios de movimentação referentes aos meses de novembro e dezembro do ano passado foram considerados inconclusivos quanto à localização do réu entre 18h e 00h, especialmente a partir das 20h.

 

O relatório verificou ainda deslocamento do rapper entre 00h e 6h no dia 12 de novembro, bem como nos dias 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 24 de dezembro, o que evidência violação do recolhimento domiciliar noturno determinado.

 

No documento, consta também que a tornozeleira eletrônica apresentava episódios de "fim de bateria" com durações expressivas em um curto espaço de tempo, entre outubro e novembro, totalizando, até o último relatório, 22 incidentes, com períodos extensos sem monitoramento.

 

Oruam teria que cumprir  uma série de medidas cautelares como:

 

-  Comparecimento mensal em juízo

 

- Manutenção de residência fixa na comarca, com endereço e telefone atualizados

 

- Proibição de acesso ao Complexo do Alemão e a outras áreas classificadas como de risco pela Corregedoria

 

- Proibição de contato e aproximação, em um raio de 500 metros, dos demais acusados e de um adolescente citado no processo

 

- Proibição de deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial

 

- Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h

 

- Uso de tornozeleira eletrônica, com monitoramento pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

 

O rapper foi preso em julho do ano passado e teve a prisão revogada em setembro pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Ele responde em liberdade pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, ameaça e danos ao patrimônio público.

 

O cantor também já foi indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, dano ao patrimônio público, desacato, lesão corporal, ameaça e resistência qualificada. Além de ser denunciado por corrupção ativa e por dirigir de forma perigosa com a habilitação suspensa.

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