Inea vai apurar causas da mortandade de corvinas nas lagoas de Maricá
Rio de Janeiro, 17/02/2021
Por Redação GBNEWS
Fotos: Vinícius Manhães
Nos últimos dois dias 40 funcionários da autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar), retiraram cerca de três toneladas de corvinas, espécie de peixes mortos nas lagoas de Jacaroá e Caju. As causas da mortandade são desconhecidas e o Instituto Estadual de Ambiente (Inea) foi acionado.
Para o diretor de Conservação da Somar, Rodrigo Fagundes, a mortandade de peixes deve ter ocorrido por conta do período prolongado sem chuva.
Ainda de acordo com Rodrigo, a Somar enviou técnicos até o local do canal da Barra de Maricá para avaliar a real necessidade de abertura do canal. "Não é simplesmente abrir o canal, precisamos estudar para não causar o efeito reverso, que ao invés de trazer água do mar, vai ter o retorno e a lagoa vai secar mais ainda", completou.
Assim que foi informada do problema, a Secretaria de Cidade Sustentável acionou o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão responsável pela fiscalização de rios e lagoas da cidade, para apurar o que causou a mortandade de peixes no trecho próximo a Jacaroá.
De acordo com o órgão municipal, uma das razões para a ocorrência da mortandade seria a baixa oxigenação do sistema lagunar causada pela falta de chuvas frequentes na cidade há mais de um mês. Além disso, em períodos de alta temporada, a população da cidade aumenta significativamente. Há, ainda a procura maior pelos trechos à beira da lagoa no período de carnaval, o que aumenta o despejo de dejetos nas águas.
"Historicamente, é comum no mês de fevereiro termos esse problema nas lagoas por causa destes fatores. Vamos acompanhar a avaliação que o INEA deve fazer através da coleta de amostras", explicou o subsecretário Guilherme Mota.
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