Ex-assessor de Bolsonaro sai da prisão domiciliar e vai para a Cadeia Pública
- Redação GBNews
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Rio de Janeiro, 02/01/2026
Por Redação GBNEWS

O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou e a Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (02), Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da presidência da república no governo Jair Bolsonaro (PL). Ele foi preso em casa, em Ponta Grossa, Paraná e encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, que fica na cidade, e segundo a Polícia Penal está sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual.
Filipe estava em regime domiciliar desde o último sábado e, segundo Alexandre de Moraes, descumpriu medidas restritivas impostas a ele ao acessar uma rede social.
Martins foi condenado a uma pena de 21 anos de reclusão na ação que responde por tentativa de golpe e outros quatro crimes. Os ministros consideraram que ele elaborou a minuta de um decreto com medidas para reverter o resultado da eleição presidencial de 2022. O documento foi apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos comandantes das Forças Armadas.
Sua defesa ainda recorre da condenação. Assim, a prisão desta sexta-feira não representa o início do cumprimento da pena, mas foi determinado após Moraes considerar que ele descumpriu as condições impostas nas cautelares.
Na decisão em que determina a prisão preventiva, o ministro do STF apontou acesso à rede social LinkedIn. "O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico", escreveu Moraes.
Na terça-feira, Moraes havia dado um prazo de 24 horas para os advogados explicarem a alegação de que ele teria "utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros" e afirmou que poderia decretar a prisão preventiva de Martins.
Em manifestação enviada ao STF, os advogados afirmaram que são responsáveis pelas redes sociais do ex-assessor desde que ele foi preso, em fevereiro de 2024. A defesa admitiu ter acessado a conta no LinkedIn, mas afirmou que não fez nenhuma publicação. Martins está proibido de utilizar plataformas digitais. A restrição também vale para acesso de terceiros.
A equipe jurídica afirmou ao STF que utiliza as contas, incluindo a do LinkedIn, para levantar elementos a serem utilizados na defesa de Martins.
"O réu não fez postagem alguma no LinkedIn e a defesa apenas o utiliza para justamente verificar questões relacionadas à trajetória profissional do réu (que tem sido discutida no âmbito dos fatos investigados), contatos de eventuais testemunhas e no interesse da ampla defesa", relataram.

