Briga de cachorro grande no PT: Quaquá x Edinho Silva
Rio de Janeiro, 03/11/2026

Quaquá partiu para ofensiva diante das articulações para a sua saída do PT
Pouco antes das eleições de outubro o colunista de O Globo, Lauro Jardim, publicou que em Brasília cabeças coroadas do Partido dos Trabalhadores (PT) estavam preparando a expulsão do vice-presidente nacional da sigla e prefeito de Maricá Washington Quaquá.
O clima esquentou e Quaquá quer um encontro com o presidente da república e presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, para saber se ele concorda com sua possível expulsão.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o vice, Washington Quaquá, entraram em rota de colisão. Durante reunião da Executiva Nacional do PT, Edinho propôs que dirigentes do partido “que se omitiram na eleição” saíssem voluntariamente.
Quaquá vestiu a carapuça e já saiu atirando. Ao jornal “Folha de S. Paulo”, o prefeito de Maricá dedicou adjetivos carinhosos como “mentiroso, incompetente e fofoqueiro” a seu desafeto no partido.
“Eu tenho tanto ou mais tempo de PT que ele. Com a diferença que sou de favela. Se alguém tem que tem que sair do PT e ir para PSOL é ele. Eu sou PT raiz”, disse Quaquá à “Folha”, diante do fato de Edinho ter pregado “divórcio” com integrantes do partido que não estão alinhados a proposta de renovação partidária defendida pelo presidente Lula.
Presidente do PT criticou ‘centrão petista’
Na reunião, Edinho criticou o fato de que, durante o segundo turno, quando Lula precisava da virada, alguns integrantes do partido até “tiraram férias”. Quaquá sentiu o golpe e acha que a crítica foi dirigida a seu filho, presidente do PT no Estado do Rio de Janeiro, Diego Quaquá, que foi eleito deputado federal.
Quaquá disse que seu filho precisou se afastar por quatro dias por recomendação médica, por problemas de pressão arterial. O prefeito disse que, em Maricá, ele e Diego foram os responsáveis pela campanha do PT. No segundo turno, o município deu vitória a Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 50,78% dos votos (72.786), contra 49,22% (70.555) de Lula (PT).
O prefeito de Maricá é designado por muitos dentro do partido como uma ala que ganhou o apelido de “centrão petista”. Há quem aposte que o PT pode inclusive tentar expulsar esses integrantes.
Washington Quaquá diz que Edinho é um crítico do fascismo que não tolera a crítica e estaria com medo de disputar a sigla com ele.
E as tretas do prefeito de Maricá dentro do PT não estão restritas à Executiva Nacional. Dentro de casa ele também tem seus desafetos. Inclusive o companheiro de partido Fabiano Horta, ex-prefeito do município, que se elegeu deputado federal obtendo na cidade mais do que o triplo dos votos do filho de Quaquá.
Quaquá também rompeu com o presidente da Câmara Municipal de Maricá, também petista.
Por Gilson Barcellos com informações da “Folha de S. Paulo”
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