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Bomba: TRE barra candidaturas sob tese de ligação com o crime organizado

  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 02/9/2026

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) está barrando candidaturas contestadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) que aponta supostas ligações dos políticos com o tráfico, jogo do bicho ou milícia.

 

Tudo começou nesta terça-feira (01) com o deputado Val da Ceasa com possível ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). Agora, atinge mais seis políticos com o MPE apresentando ações com base na jurisprudência utilizada para combater a influência do crime organizado no processo eleitoral. O número de processos foi confirmado pelo próprio Ministério Público Federal (MPF) em balanço nacional sobre as Eleições de 2026.

 

O grupo representa quase metade das 15 candidaturas fluminenses contestadas pelo MP Eleitoral até agora. As demais ações envolvem outros motivos de inelegibilidade, como condenações e rejeição de contas.

 

João Drummond (PRD), vice-presidente da escola de samba Imperatriz Leopoldinense e candidato a deputado estadual, neto do bicheiro Luizinho Drumond, também teve o registro contestado pelo MPE, sob o argumento de que ele está ligado ao “universo da contravenção”.

 

Já sobre a candidata a deputada federal Mariana de Souza (PP), os promotores dizem que ela tem “vínculos profundos com o alto escalão do Comando Vermelho (CV)” e “representa um grave risco de infiltração do crime organizado na política”. Segundo o MPE, Mariana é casada com Wilson Marques de Albuquerque, o “Zé Dirceu”, apontado pela inteligência da polícia como o segundo homem na hierarquia do CV em Alagoas.

 

O MPE sustenta que a candidatura de Júnior da Lucinha, que disputa uma vaga de deputado estadual pelo PSD, representa uma estratégia de “sucessão meramente formal” para manter o chamado “espólio político-territorial” de sua família em áreas da Zona Oeste do Rio. Júnior é filho da deputada estadual Lucinha, que é ré em uma ação penal, acusada de constituição de milícia privada e de integrar o grupo paramilitar Bonde do Zinho.


Diego Alba, pré-candidato pelo PSDB a deputado estadual no Rio, tem em seu currículo uma condenação por formação de quadrilha em uma tentativa de assalto na modalidade conhecida como “saidinha de banco”, em 2009, e uma denúncia por estelionato, em 2016.

 

deputado estadual e candidato à reeleição Renato Machado (PT), segundo o MPE, está respondendo a procedimentos investigatórios, inquéritos policiais e processos criminais que provam envolvimento com organizações criminosas.

 

Completa a lista Clébio Jacaré, candidato a deputado federal pelo União Brasil, que responde a ação penal ajuizada pelo Ministério Público pela suposta prática dos crimes de organização criminosa atuante mediante conluio com funcionários públicos, concussão, usurpação de função pública, estelionato contra a administração pública e corrupção passiva.

 

Advogados esperam publicação do acórdão

 

De acordo com o calendário eleitoral, a análise dos registros deve ocorrer até 14 de setembro. Até lá, será possível saber quantos dos candidatos questionados pelo Ministério Público Eleitoral permanecerão na disputa. (com informações de Berenice Seabra)


Por Redação GBNEWS

 

 

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