Bomba! Garotinho diz na CPI do Crime Organizado que 47 deputados recebem mesada na Alerj
- Redação GBNews

- 16 de dez. de 2025
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Rio de Janeiro, 16/12/2025
Por Redação GBNEWS
Foto: Reprodução

Na tarde desta terça-feira (16), o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, afirmou que 47 deputados recebem mesada na Assembleia Legislativa (Alerj). O depoimento foi na CPI do Crime Organizado no Senado Federal como convidado. Já o presidente afastado da Alerj pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, deputado Rodrigo Bacellar (União), foi intimado a depor e a data será marcada.
Garotinho afirmou que esse esquema faz parte de uma organização criminosa montada pelo governador Cláudio Castro (PL) e pelo deputado Rodrigo Bacellar (União).
“Rodrigo Bacellar e o governador montaram duas organizações criminosas, uma na Assembleia Legislativa. Se essa investigação for a fundo, vai mostrar a lamentável situação. Corrupção não tem partido. Tem gente envolvida de todo e qualquer partido. Tem uma lista com 47 deputados que recebem mesada. Vai aparecer, está no telefone dele [Bacellar]”, afirmou Garotinho.
O ex-governador e secretário de Segurança no governo de Rosinha Garotinho, foi convidado pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), para explicar a dinâmica do crime no Estado do Rio.
Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) o ex-governador “detém conhecimento qualificado sobre a dinâmica de atuação do crime organizado e suas possíveis conexões com agentes públicos.”
Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI do Crime Organizado foi instalada em 4 de novembro com o objetivo de apurar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas em todo o território brasileiro. Entre os focos estão as investigações contra o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os trabalhos da comissão, que conta com 11 titulares e sete suplentes, seguirão até 14 de abril de 2026. Outro que será ouvido é Bacellar, afastado da presidência da Alerj nos desdobramentos de uma operação da Polícia Federal contra o crime organizado. Ele cumpre medidas cautelares em liberdade.


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