Deputado quer que a CEF aumente a capacidade de atendimento


As enormes filas e aglomerações nas portas das agências da Caixa em todo o Brasil poderiam ser evitadas se os pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 a R$ 1.200 pudessem ser sacados em qualquer agência bancária do país, incluindo bancos privados e casas lotéricas e se o atendimento na própria CEF fosse reforçado

O deputado Vinícius Farah (MDB-RJ) enviou requerimento ao Ministério da Economia pedindo que sejam tomadas providências urgentes para acabar com as filas. O calendário para os saques prevê parcelas sendo pagas ainda em maio o que vai prolongar por mais um mês a aglomeração nas portas das agências.

“A principal recomendação para que haja achatamento da curva da pandemia no país é não haver aglomerações. As filas nas agências estão expondo as pessoas que precisam do auxílio a risco de contaminação. É preciso achar meios para evitar esta situação que se repete em todas as cidades do país”, afirma Vinícius Farah. Para o deputado, a descentralização de saques, para por fim às filas, é uma das alternativas.

O parlamentar, no entanto, apontou também no requerimento deficiências no atendimento da CEF. “Na maior parte do tempo a quantidade de caixas operando é sempre inferior ao número de guichês existentes, causando assim um acúmulo sempre crescente de clientes esperando por atendimento para o saque auxílio emergencial”, frisa o deputado.

Em Petrópolis, as filas começam a ser formadas mesmo antes da abertura das agências. André Santos, microeempreendedor individual nesta quinta (30) chegou à CEF da Rua do Imperador, às 7h e foi atendido quatro horas depois. Mesmo assim, vai precisar retornar na próxima semana. “Pretendo chegar às 04h pra não pegar tanto tumulto”, relata o lavador de carros que tem quatro filhos.

A cidade tem quatro agências da CEF, duas no Centro, uma em Itaipava e outra no Alto da Serra e em todas o movimento tem sido muito grande. “Está sendo preciso a Defesa Civil e a Guarda Civil organizarem as filas para garantir o distanciamento das pessoas. Em outras cidades onde não há esta estrutura de apoio a situação é ainda pior”, pontua Vinícius Farah.

CEF também deve corrigir falhas no aplicativo

Outro problema que preocupa o deputado é o funcionamento do aplicativo criado para os cidadãos que não possuem conta em banco. O Caixa Tem cria uma poupança digital para essas pessoas, mas apresenta falhas desde o dia em que foi liberado. Usuários do país inteiro têm reclamado da dificuldade em acessar o app. Segundo o parlamentar, a sua assessoria também tentou ajudar várias pessoas a utilizar o Caixa Tem e, segundo foi informado, na maior parte das vezes houve erro no sistema. “Todos os dias estão sendo observadas em cidades do país inteiro filas enormes em agências da Caixa Econômica Federal para recebimento do auxílio emergencial para enfrentamento da crise gerada pelo coronavírus na economia. Resolver isso tem que ser prioridade número um porque as aglomerações que estão sendo formadas ajudam a propagar a doença”, afirma Vinícius Farah.