Deputados e presidentes do Detran se juntam a Cabral, Picciani, Mello e Albertassi na cadeia

Pelo andar da carruagem vai ser difícil conseguir quorum para as votações na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O presidente licenciado Jorge Picciani, o ex-presidente Paulo Mello e o deputado Edsonm Albertassi , todos do MDB, estão presos. Desde o início da manhã desta quinta-feira (08), a Polícia Federal e o Ministério Público estão nas ruas para prender mais sete deputados e outras autoridades que apoiavam o esquema criminoso do ex-governador Sergio Cabral (MDB)que cumpre condenação em Bangu 8

Agora de manhã, a PF e o Ministério Público que realizam a Operação Furna da Onça, já prenderam o deputado Chiquinho da Mangueira (PSC) e estão também com mandados de prisão para André Corrêa (DEM), que foi secretário estadual do Meio Ambiente e que pensava em ser presidente da Alerj; Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB).

Outros alvos são o atual secretário de governo do Luiz Fernando Pezão (MDB), Affonso Monnerat, que também está na equipe de transição para o novo governo e que acaba de ser preso, o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

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A Operação Furna da Onça investiga a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual. As autoridades esperam cumprir 22 mandados de prisão e outros 47 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2).

Os deputados são suspeitos de usarem a Alerj a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que em troca pagava propina mensal (“mensalinho”), que variava de R$ 20 mil a 100 mil reais, durante seu segundo mandato (2011- 2014). De acordo com as investigações, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, comandavam a organização investigada os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, presos um ano atrás na Operação Cadeia Velha.