Quaquá corre atrás do mandato de deputado federal e acaba na UTI em Brasília

Rio de Janeiro, 16/7/2021

Por Redação GBNEWS

Foto: Facebook

Quaquá diz que brevemente receberá alta


Após uma série de recursos judiciais, o vice-presidente do PT e ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá, tornou-se elegível e reivindica agora a sua cadeira na Câmara Federal conquistada nas eleições de 2018. Correndo atrás do seu mandato em Brasília, o político acabou sendo internado num hospital local.


Nas redes sociais, Quaquá diz que “está tão animado pra Brasília que até fiquei internado aqui... Brincadeira a parte, tive um pico de pressão e aceleração cardíaca e tive que ficar na UTI por 2 dias. Mas já estou no quarto e os exames deram bom. Em breve de volta!”, afirmou Quaquá.


Como tinha ficado inelegível devido a um processo de quando era prefeito de Maricá, Quaquá disputou uma cadeira da Câmara Federal em 2018 graças a uma liminar concedida pelo TSE. Obteve 74.175 votos, o mais votado da coligação PT-PCdoB, mas não conseguiu garantir o mandato.


A partir daí teve início a uma série de recursos e, recentemente, foi absolvido tornando-se ficha limpa. A partir daí, deu início a corrida para ter o direito de ocupar a cadeira conquistada nas urnas em outubro de 2018 e disputar a reeleição no ano que vem.


Condenação

Em junho deste ano, em outro processo, a justiça do Rio condenou Washington Quaquá a 3 anos, 2 meses e 15 dias de prisão em regime aberto, por impedir pousos ao fechar a pista do Aeroporto Municipal de Maricá durante a sua gestão em 2013.


A decisão, em primeira instância, define Quaquá como um dos responsáveis por fechar a pista de pouso em 21 de outubro de 2013. Isso teria colaborado para a queda de um avião na Lagoa de Maricá, quando morreram o instrutor de voo Adelmo Louzada de Souza e seu aluno Carlos Alfredo Flores da Cunha. O bimotor desviou para evitar a colisão com viaturas da Guarda Municipal que foram estacionadas na pista de pouso.


Como cabe recurso, Quaquá continua ficha limpa.