Projeto Mão na Massa prepara mulheres para trabalharem na construção civil
- 18 de nov. de 2021
- 2 min de leitura
Rio de Janeiro, 18/11/2021
Por Juliana Maria Dangelo Roch
Fotos: Divulgação

A construção civil sempre foi um setor predominantemente masculino, mas, nos últimos anos, vem crescendo a participação feminina nos canteiros de obra. Parte dessa transformação se deve ao projeto Mão na Massa, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que capacita mulheres de baixa renda para trabalhar no setor. E nesta sexta-feira (19) será realizada a formatura de 28 alunas dos cursos técnicos de pedreira e de pintura predial. São mulheres moradoras de Itaboraí, Magé, Maricá, São Gonçalo e Rio de Janeiro, que buscam uma chance no mercado de trabalho. A formatura será realizada no auditório da Fecomércio (Rua Marquês do Abrantes, 99, Flamengo), às 10h.
As alunas receberam qualificação técnica e social. Além do treinamento prático, tiveram aulas de português, matemática e aprenderam sobre segurança do trabalho, empreendedorismo, cidadania, meio ambiente e protagonismo feminino. “Todas as participantes terão uma formação completa na construção civil e serão capazes de executar os projetos do início ao fim”, adianta a coordenadora do Mão na Massa, Jacqueline Cruz.
A Petrobras apoia o Mão na Massa há 14 anos, desde o início do projeto em 2007, e, ao todo, mais de 1320 mulheres foram capacitadas para o mercado de trabalho nesse período. “A Petrobras investe em projetos que ajudam a transformar a sociedade. É uma parceria de longa data que busca a qualificação profissional, o empreendedorismo, a geração de emprego e renda, voltados para a inclusão social”, afirma a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.
A engenheira civil e idealizadora do projeto, Deise Gravina, explica que a maioria das alunas é chefe de família e o curso é a possibilidade de um trabalho fixo e a segurança da carteira assinada. “O Mão na Massa aposta na transformação e no empoderamento de mulheres. Inclusive, temos muitas empreendedoras que realizaram o sonho do negócio próprio e ainda empregam outras companheiras de curso”, diz.

São mulheres como Erica Fernandes, de 46 anos, de Magé. Pescadora desde a adolescência, seguiu a profissão do pai. Agora ela quer alçar novas áreas e buscar um retorno financeiro melhor. “Já estou distribuindo currículo e estou preparada para esse novo desafio. Aprendemos tudo sobre uma obra - da leitura de uma planta à parte elétrica e hidráulica”, comenta. Ela e outras colegas de turma já estão colocando em prática o que aprenderam, montaram um grupo e estão realizando reformas voluntárias para quem precisa.
Sua colega de turma, Thalia Porfinio, de 22 anos, também vê no curso a oportunidade de mudar de vida. Desempregada, mãe de duas meninas, está morando em um abrigo em Itaboraí, e espera, em breve, ter sua casa. “Passei por muitos altos e baixos. Achei que não conseguiria concluir o curso, mas agora não vejo a hora de colocar a mão na massa”, completa.

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