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Projeto Arco-Íris chega aos muros do Colégio Estadual Zuleika Raposo Valladares em Niterói

Rio de Janeiro, 18/10/2023

Por Redação GBNEWS

Fotos: Divulgação

Apresentar uma cultura de cores e afetos por toda parte, ancorada na cidadania e sensibilização através da arte urbana, é o que vem fazendo nas escolas do Brasil o Projeto Arco Íris, que começou em 16 de outubro, no Colégio Estadual Zuleika Raposo Valladares, na Ilha da Conceição, em Niterói. Até 20 de outubro, sexta-feira, 80 alunos interagem com artistas e arte-educadores para realizarem um mural na fachada do colégio.


Toda a jornada tem como coordenador o artista Marcelo Melo, autor do desenho e um dos principais nomes da arte urbana no Rio, cria de São Gonçalo. O grafite, vai ocupar uma superfície total de 35 metros com uma mensagem que ilumina a importância do conhecimento e da consciência do meio ambiente para um futuro melhor.

Os 80 estudantes participam da atividade em dois turnos – ao todo, quatro turmas compõem o Projeto Arco-Íris. Um dos pontos altos da iniciativa é o fato dos alunos também receberem conhecimento sobre todo o desenvolvimento, etapa por etapa, de um painel de arte urbana. A dupla de arte-educadores Rodrigo Mello, que assina Rod Hell Core, e Gisele Pessanha, que assina Mamuska, responde pelas oficinas de iniciação ao grafite. Juntos, os dois muros da fachada vão se transformar em uma tela com uma pintura repleta de inspiração sobre a importância do meio ambiente e da educação como caminho para o futuro. Esta é a sexta escola contemplada pelo Projeto Arco-Íris, que já ocorreu em instituições de ensino em São Paulo (capital), São Bernardo do Campo e Guaratinguetá (SP), Curitiba (PR), Lajes (SC), agora em Niterói e até dezembro em Três Lagoas (MS).


Idealizado pela Burburinho Cultural, produtora com ênfase em transformação e inclusão social, o Projeto Arco-Íris sempre se articula com artistas locais, também mobiliza arte-educadores, professores, alunos e coordenadores com o sentido de revitalizar as escolas e deixar um legado cultural, formativo e estético. É realizado um documentário sobre o trabalho e um workshop também com os professores.

“É muito bom ver como mudam os discursos dos alunos quando começam as oficinas e quando elas terminam. Todos os conhecimentos que eles obtêm ali são para a vida inteira. A escola passa a ser beneficiada não só por estética, mas também como uma nova cultura de cores e afetos’’, afirma a produtora executiva, Joelma Veiga. A diretora Sheila Marins, que foi aluna do Colégio Estadual Zuleika Raposo Valladares e hoje está à frente de sua gestão, é uma entusiasta do projeto. “Fui aluna e hoje sou diretora do colégio. É uma oportunidade excelente levar conhecimento para essa criançada”, afirma a diretora.


Além da oficina, de quatro dias, mediada por dois arte-educadores, sempre com um grafiteiro convidado, o Projeto Arco-Íris promove reparos na escola, com duração de três dias. Há a possibilidade de continuidade do trabalho, sempre visando a inclusão e programas de acessibilidade. Idealizador da iniciativa e diretor de projetos da Burburinho Cultural, Thiago Ramires pontua:


“O Projeto Arco-Íris transforma as escolas visualmente mas, sobretudo, aproxima afetiva e criativamente o aluno do ambiente escolar.” Ao longo da mobilização, o estudante participa de cada etapa, e, além de aprender técnicas de pintura, também descobre como é possível fazer reaproveitamento de resíduos. “A escola é o segundo lugar mais importante da vida do aluno, depois da sua casa. Ao participar de uma atividade lúdica durante o horário escolar, esse estudante é estimulado em sua criatividade e experimenta uma expressão artística fora da rotina do dia-a-dia. O mais interessante é ver isso tudo acontecer numa empreitada de um ano, itinerando por sete escolas diferentes pelo Brasil”, completa o diretor Thiago Ramires.


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