Preso, Thiago Rangel não é mais deputado: renunciou ao mandato
Rio de Janeiro, 12/8/2026
Por Gilson Barcellos

O vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), que presidia a sessão nesta quarta-feira (12), leu em plenário, a carta enviada pelo deputado Thiago Rangel (Avante) que renunciou seu mandato. Investigado pela Polícia Federal o ex-deputado foi preso em maio por suspeitas de desvios da Secretaria de Estado de Educação.
A renúncia é “livre e espontânea”, “irreversível e irretratável” afirma Thiago na carta datada de 10 de agosto, justificando que vai se dedicar integralmente à própria defesa no processo que responde no STF.
A prisão de Thiago Rangel ocorreu no âmbito da quarta fase da Operação Unha e Carne, que cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, peculato, fraude a licitação e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da secretaria de Educação. A PF apontou que parte dos recursos supostamente desviados teria sido direcionada para contas ligadas a uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo investigado.
As investigações também apontaram que Rangel teria exercido influência sobre a estrutura da secretaria. Áudios encontrados pela PF mostram o deputado dando orientações sobre cargos e movimentações internas da pasta.
O suplente Wellington José (União Brasil), que já exercia o mandato desde o afastamento do titular, passa a ocupar uma cadeira no Parlamento fluminense em caráter definitivo. Wellington era primeiro suplente do Podemos, partido pelo qual tanto ele quanto Rangel disputaram as eleições em 2022.
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