Pipoqueiros do Campo de São Bento sofrem com descaso da Prefeitura de Niterói
- 29 de dez. de 2021
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Rio de Janeiro, 29/12/2021
Por Redação GBNEWS
Fotos: Agência GBNEWS

Humilhados pela Prefeitura de Niterói os pipoqueiros são barrados no Campo de São Bento onde outros tipos de comércios estão liberados
Eles trabalham há décadas no Campo de São Bento, em Icaraí, Zona Sul, e são queridos por quem frequenta o local, mas parecem ter sido esquecidos pela Prefeitura de Niterói. Apesar de todas as atividades de lazer e comércio locais já estarem liberadas para funcionar há meses, os tradicionais pipoqueiros continuam proibidos de entrar numa das áreas verdes urbanas mais importantes da cidade.

Muitos dos profissionais que trabalham vendendo pipoca no Campo são idosos que atuam no local há mais de 30 anos e já atenderam a gerações de frequentadores. Hoje, eles assistem do lado de fora a atividade dos quiosques, o movimento das feiras de produtos orgânicos e artesanato, o funcionamento do parque de diversões, as apresentações musicais, como a que levou 4 mil pessoas para assistirem o concerto do pianista João Carlos Martins, e diversas outras cenas corriqueiras que fazem parte da tradição do lugar.
Quem passa pelas calçadas do Campo de São Bento, que agora vivem amontoadas de carrocinhas de pipoca e barracas de ambulantes, se pergunta porque esses profissionais, que, por tantos anos, trabalharam do lado de dentro do parque, foram os únicos excluídos.
Segundo um dos profissionais, que prefere não se identificar, a “implicância” com os pipoqueiros tem nome: Dayse Monassa. A secretária municipal de Conservação e Serviços de Niterói seria a responsável pela situação que “humilha e desconsidera” as décadas de serviços prestados por essas figuras que fazem parte da paisagem do Campo de São Bento.
Em reportagem de capa, o jornal O Globo Niterói já denunciava a situação de descaso com os pipoqueiros em sua edição de 17 de outubro de 2021. Na ocasião, a Prefeitura foi questionada e respondeu que a situação seria normalizada em novembro, mas, dezembro passou, e nada aconteceu.
“Infelizmente, já perdemos todo o movimento de Fim de Ano, quando o Campo ficou aberto em horário estendido e milhares de pessoas vieram ver as luzes de Natal e os concertos musicais. Estamos tendo um grande prejuízo. Mas, consideramos esse lugar nossa segunda casa, e vamos insistir em permanecer aqui, mesmo que do lado de fora”, afirma um dos profissionais que se amontoam na calçada.

A nova promessa é a de que eles poderão voltar a trabalhar dentro do Campo de São Bento a partir de janeiro, depois que o período de festas já tiver passado, e que poderia ter garantido um Natal e um fim de ano mais lucrativo e digno a esses profissionais que fazem parte da cultura de Niterói.
“Dói muito sermos tratados dessa forma, depois de tanto tempo. O que nos consola é o carinho da população, que sempre passa por aqui e demonstra solidariedade com a nossa situação”, finaliza um dos profissionais.
Com a palavra a Prefeitura de Niterói.

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