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Petição recolhe assinaturas para manter margem de 40% de empréstimo consignado

  • 28 de dez. de 2021
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 28/12/2021

Por Ivone Moreira

Fotos: Divulgação

A partir de 1º de janeiro de 2022, a margem para crédito consignado dos aposentados e pensionistas do INSS volta a ser de até 35% do benefício (30% para empréstimos pessoais e 5% para despesas com cartão de crédito). O aumento da margem adicional de 5% durante a pandemia foi aprovado através da Lei 14.131/21 e tem validade até 31 de dezembro de 2021.


Aposentados, pensionistas, servidores públicos e agentes do setor de crédito de todo o Brasil se mobilizam para manter de forma permanente a margem de 40% para crédito consignado. O movimento quer recolher 50 mil assinaturas em uma petição que será entregue ao Congresso Nacional. O objetivo é pressionar os deputados a votarem o PL 2017/20 que aumenta, de forma definitiva, de 35% para 40% a margem da remuneração ou do benefício de aposentadoria disponível para pagamento de parcelas em operações de crédito consignado. O movimento pela permanência da margem adicional de 5% já recolheu mais de 35 mil assinaturas. A expectativa é aprovar a mudança em fevereiro, logo após o retorno das atividades no Congresso Nacional.

“Diante do crítico cenário atual da economia, em que os juros das linhas de crédito dispararam, o crédito consignado continua sendo a linha mais barata disponível. A manutenção da margem de 40% é extremamente importante não só para aposentados e pensionistas que precisam de crédito barato, mas também para a economia do país que ainda patina nesse processo de retomada”, avalia Yasmin Melo (foto), presidente do INAF (Instituto Nacional do Agente Financeiro), uma das instituições que encabeçam o movimento pela manutenção da margem do consignado.


Yasmin lembra que o aumento para 40% da margem de empréstimo com desconto direto na folha beneficiou milhares de brasileiros ao longo do ano. “Com o agravamento da crise econômica por conta da pandemia, o benefício representou um socorro imediato para famílias que perderam renda e emprego. Estamos chegando ao fim de 2021 e a situação econômica do país não é muito diferente da do ano passado. Inflação e desemprego em alta castigam os mais pobres”, avalia.



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