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Maricá alfabetiza 1.067 alunos entre jovens, adultos e idosos

Rio de janeiro, 01/10/2023

Por Redação GBNEWS

Fotos: Marcos Fabrício

A Prefeitura de Maricá alfabetizou 1.067 moradores, maiores de 15 anos, com o método cubano “Sim, Eu Posso”. Os alunos, a maioria adultos e idosos, receberam os diplomas e 200 reais cada um em moeda social para compra de livros na 8ª Festa Literária Internacional de Maricá (Flim), que acontece até este domingo (01/10), na Praça dos Gaviões, em Itaipuaçu. A iniciativa é do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) e da Secretaria de Economia Solidária.

Os alunos e familiares lotaram a Arena Gilberto Gil, na Flim, e estavam emocionados por realizarem o sonho de ler e escrever e das descobertas nesse universo da leitura. Morador da Divineia, Antônio Camello Alves, de 66 anos, trabalha como pedreiro e falou da emoção da descoberta do mundo da leitura. Ele recebeu as Mumbucas Literárias e vai procurar livros sobre construção civil e de histórias em quadrinhos.

“O Sim, Eu Posso me ajudou muito. Tinha dificuldade no mercado para achar o produto que queria. Não conseguia entender os nomes das ruas. Agora isso mudou. Ainda tenho alguma dificuldade para juntar as letras e quero comprar livros pra ler e ir treinando a escrita. Agora vou continuar aprendendo e quero estudar mais”, afirmou Antônio, que levantou o diploma no palco como um troféu.

Aos 89 anos, a aposentada Ercília da Silva Costa é a aluna mais idosa deste primeiro ciclo da jornada de alfabetização. Ela contou que não conseguia identificar nenhuma palavra e agora está lendo a Bíblia. “O que mudou é que agora eu sei escrever e quero um livro de Matemática. Estou aprendendo a contar e ver as letras na televisão não é mais um problema”, disse Ercília, que mora no Retiro.

Quem também estava muito emocionado com a descoberta da leitura é Nelson Coutinho, de 61 anos, morador da Divineia. Durante a busca ativa, ele foi um dos primeiros do bairro a entrar no programa porque só estudou até a antiga quarta série e queria ler e escrever. “Falei que eu sou o primeiro da fila. Minha maior dificuldade era ler. Eu escrevia errado nas minhas placas para vender camarão. A mão ficava presa por muito tempo sem escrever no caderno e agora está tudo diferente. Cada dia é uma descoberta, estou aprendendo mais palavras. Tenho na minha estante vários livros da história do Brasil e estou lendo. Gosto de ficar em casa lendo e está sendo maravilhosa toda essa descoberta”, contou.


Andrea Cunha, secretária de Economia Solidária, destacou que o programa ajuda a transformar a vida das pessoas. “Hoje vocês podem escrever, ler e ajudar a mudar a vida do outro. Parabéns por essa conquista”, declarou. “Nesses 12 dias de Flim nada foi tão extraordinário quanto esta formatura. Hoje vocês sabem ler e escrever e estão descobrindo o universo da leitura”, acrescentou Márcio Jardim, secretário de Educação. “Aproveitem muito essa oportunidade e agora podem buscar voos mais altos”, completou Carlos Senna, presidente do ICTIM.

Jornada de Alfabetização

A jornada começou em janeiro após busca ativa da prefeitura para erradicar o analfabetismo na cidade, transformando a vida das pessoas que não sabiam ler e escrever. As aulas aconteceram em locais próximos das moradias dos educandos e em horários que possibilitasse a frequência assídua. Qualquer espaço pôde ser transformado em local de aprendizado, seja uma mesa de sinuca de um bar, um deck às margens da lagoa ou em uma garagem. Os alunos aprendem com esse método que utiliza números e os relaciona com letras, para uma alfabetização mais rápida, e já alcançou 11 milhões de pessoas em mais de 30 países.


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