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Justiça cassa mandato do prefeito de Angra e torna Fernando Jordão inelegível

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 03/8/2026

Por Redação GBNEWS

Foto: Rede Social

Cláudio Ferreti e Fernando Jordão na mira da justiça eleitoral


A Justiça Eleitoral cassou os diplomas do prefeito de Angra dos Reis, Cláudio Ferreti e do vice-prefeito, Rubinho Metalúrgico, ambos do MDB, por abuso de poder político nas eleições municipais. A decisão é do juiz Carlos Manuel Barros do Souto, da 147ª Zona Eleitoral, que também declarou a inelegibilidade, por oito anos, do ex-prefeito Fernando Jordão (MDB) e da jornalista Gabriela Athias.

 

Apesar da sentença, Ferreti e Rubinho permanecem nos cargos enquanto recorrem da decisão, conforme prevê a legislação eleitoral.

 

A ação foi movida pela Coligação Angra para Todos (PL/Novo) e questionava supostas irregularidades durante a campanha eleitoral. O processo também incluiu Jorge Eduardo de Britto Rabha (Jorge Eduardo Mascote), posteriormente substituído na chapa, e investigou a atuação da empresa Somma Serviços de Comunicação Ltda.

 

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que não ficaram comprovados os disparos em massa automatizados de mensagens, a divulgação de  notícias sabidamente falsas ou o uso indevido isolado dos meios de comunicação.

 

Por outro lado, entendeu que as provas reunidas, incluindo depoimentos, perícias e elementos obtidos durante a Operação Veritate, da Polícia Federal, demonstraram a existência de uma ação coordenada para influenciar o resultado das eleições por meio do uso da estrutura da administração pública.

 

Segundo a sentença, houve atuação articulada entre Gabriela Athias, sócia-administradora da Somma Serviços de Comunicação Ltda., Paolla Santos Diniz Ramos e Fabrício Davy da Silva Morais, preso em flagrante por extorsão em julho de 2024.

 

De acordo com a decisão, o grupo teria recrutado ex-funcionários de uma empresa ligada ao então candidato Renato Araújo (PL) para gravar vídeos com conteúdo depreciativo sobre questões trabalhistas, mediante pagamentos em dinheiro que somariam, pelo menos, R$ 9 mil.

 

A sentença também aponta a participação de Rita de Cássia Fernandes de Carvalho, secretária de Luiz Antônio Jordão, irmão de Fernando Jordão, na interlocução entre o grupo e integrantes da administração municipal.

 

A decisão ressalta que a cassação e a inelegibilidade somente produzirão efeitos após o trânsito em julgado da ação ou caso a sentença seja confirmada por um tribunal colegiado.

 

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