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Capoeiristas de Maricá vão disputar Pan-Americano no Peru

13 de ago.
2 min de leitura

Rio de Janeiro, 13/8/2026

Por Redação GBNEWS

Foto: Flávia Eliza

Maricá terá dois representantes na primeira seleção brasileira de capoeira competitiva, que reúne cerca de 70 atletas convocados para disputar o Pan-Americano da modalidade, em dezembro, em Lima, capital do Peru. Denis Cardoso dos Reis, de 45 anos, o mestre Toupeira, compete na categoria master, enquanto Erik Saldanha Meireles, o Titã, de 14 anos, participa na categoria infantojuvenil. Os dois atletas contam com o apoio da Secretaria de Cultura e das Utopias.A preparação para o torneio já é intensa e inclui treinos diários. Morador de Ubatiba e aluno da Escola Municipal Clério Boechat, no Flamengo, Erik concilia os treinamentos com a rotina escolar.

 

“Eu volto da escola, almoço e já vou treinar”, conta o atleta, que também acumula experiência em competições de muay thai. “Já ganhei também competições de muay thai, por exemplo, que é uma das outras lutas que faço. Mas agora estou me dedicando bastante à capoeira e ao Pan-Americano. Vou para o treino até mais animado”, afirma o Titã.

 

Morador do Bairro da Amizade, o mestre Toupeira tem uma longa trajetória na capoeira e já participou de competições e festivais no Brasil e no exterior. Em 2025, esteve na última edição do Volta ao Mundo Bambas, festival que passou por Maricá e retorna à cidade em novembro, antes da competição no Peru.

 

“Um dos países que visitei foi a Argentina, e agora estamos a caminho do Peru para levar o nome também de Maricá para o mundo, e dentro da primeira seleção nacional. É uma grande responsabilidade, mas também uma felicidade imensa”, afirma Denis.

 

O subsecretário de Cultura, Alex Bittencourt, responsável pela preparação da viagem dos atletas maricaenses, explica que a capoeira competitiva possui critérios específicos de avaliação. Diferentemente das rodas tradicionais, nas quais são valorizadas as diferentes evoluções e expressões da modalidade, as competições consideram aspectos como desenvolvimento do jogo, cadência, criatividade e objetividade, além do nível de contato físico, que varia de acordo com a categoria.

 

“Quem está mais imerso na capoeira enxerga além da ancestralidade, da habilidade e da beleza dos movimentos. A competição leva em conta tudo isso. E nós fomos abençoados ao ter dois atletas já na primeira seleção da história a ser convocada. Será uma grande projeção para a cidade no único esporte que é genuinamente brasileiro e admirado em todo o mundo”, destaca Alex.

 


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