Vitimização policial será combatida com projetos de capacitação e reabilitação no RJ


Durante compromisso oficial no Rio de Janeiro (RJ), o titular da Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), Alexandre Magno, esteve no Comando Geral da Polícia Militar e na sede da Secretaria de Estado da Polícia Militar, onde conheceu dois projetos elaborados para a capacitação e a proteção de policiais vitimados em serviço.

Alexandre Magno em palestra com policiais militares do Rio (foto divulgação)

O Programa de Autopreservação Policial - CEFD - e projeto de Ampliação da Efetividade de Atendimento e Aquisição de Órteses e Materiais Especiais - DAS - têm como foco, além da prevenção da vitimização nas ruas, o aparelhamento da Diretoria de Assistência Social com órteses emergenciais destinadas aos policiais vitimados. "A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) demonstrou várias vezes um nível excepcional de profissionalismo e integridade, inclusive, apresentando um rico portfólio de projetos. A nossa missão começa com o programa ‘Pra Viver’, mas vai bem além!", afirmou o secretário. "O estudo de boas práticas da PMERJ proporciona profundo aprendizado para todo o país. Sabemos que o caso do Rio de Janeiro é único no mundo e isso fez nascer uma corporação com projetos inovadores de combate à vitimização de cidadãos e de policiais. É o início de uma sólida parceria para a integração progressiva dos projetos da SNPG e da PMERJ, com foco na garantia dos direitos humanos de todos", acrescentou Magno.

Relevância A diretora da Assistência Social da PMERJ, que participou da criação dos projetos, falou sobre a importância deles. "Esse projeto vai suprir uma carência que o profissional tem no momento em que é vitimado, quando há uma redução da sua renda familiar. Muitas vezes, familiares precisam parar de trabalhar para poderem auxiliar na reabilitação física desse profissional", disse a coronel Clarisse Antunes. Ela contou ainda que a PM do Rio tenta suprir essa redução na renda, concedendo, sob cautela, órteses (muletas, cadeiras de rodas, material ortopédico, etc.) para a recuperação do profissional vitimado. "O profissional devolve quando não precisa mais e a própria PM, após período de recuperação, compra para ele um material definitivo. O banco de órteses é para esse apoio imediato, assim que o profissional sai da internação hospitalar", explicou a coronel. Quem também participou da criação dos projetos foi o coronel Max William Moreira de Oliveira. "A vitimização policial nos preocupa há muito tempo", disse. "Tenho quase 29 anos de PM e sei bem a necessidade de proteger aqueles que protegem a sociedade. Os projetos que apresentamos fazem parte de um esforço da Secretaria de Estado da Polícia Militar para reduzir a vitimização, aumentando a segurança do policial e dando conforto àqueles que se expuseram e foram lesionados, alguns até perdendo capacidades funcionais, tendo sido vitimados em prol da sociedade", finalizou.