MP diz que ex-chefe da Casa Civil de Crivella participava de esquema de corrupção na Prefeitura


O pré-candidato a Prefeito do Rio, vereador Paulo Messina (MDB), ex-chefe da Casa Civil do governo de Marcelo Crivella (Republicanos), também teria participado do esquema de corrupção na Prefeitura do Rio, diz o Ministério Público do Rio.

Paulo Messina de braço direito a inimigo de Marcelo Crivella

O órgão chegou a essa conclusão após analisar as cerca de 11.200 mensagens de celular trocadas entre o empresário Rafael Alves, apontado como operador do suposto QG da propina na prefeitura, e o marqueteiro Marcelo Faulhaber. Messina, que lançou nesta segunda-feira sua candidatura à Prefeitura do Rio, nega as acusações.

Segundo o MP, “analisando o contexto das milhares de mensagens entre Rafael Alves e Faulhaber foi possível verificar que há uma disputa aberta por espaço no governo municipal, tendo como pano de fundo a obtenção e ganhos provenientes de corrupção”.

Os promotores dizem que “de um lado, temos o grupo formado por Rafael Alves, Faulhaber, Mauro Macedo [tesoureiro das campanhas de Crivella] e outros. De outra banda temos o grupo liderado por Paulo Messina, chefe da Casa Civil, que juntamente com vereadores do MDB e de outros partidos estariam ocupando e controlando cargos que lhes garantiriam somas de propina”.

As mensagens analisadas estavam no celular de Rafael Alves, que foi apreendido na primeira fase da operação Hades, no dia 10 de março deste ano, que investiga um suposto "QG da propina" na Prefeitura do Rio. Muitas das mensagens tinham sido apagadas, mas os investigadores conseguiram recuperá-las. (fonte G1)