Vereadores de São Gonçalo vão processar o Sindicato dos Servidores do município


Sindicato divulga mensagem com

duplo sentido em redes sociais e outdoors

Os vereadores de São Gonçalo vão dar entrada em ação judicial contra o Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos de São Gonçalo (Sindspef). A ação foi motivada após os responsáveis pelo sindicato postarem uma arte nas redes sociais e divulgarem em outdoors pela cidade uma mensagem sobre aumento para 14% de desconto nos salários dos servidores. A arte ainda induz a população gonçalense a não votar nos atuais 27 parlamentares. A questão é, que a Mensagem Executiva 008/2020, que trata do aumento da alíquota de 11% para 14%, sequer passou pelas comissões da Câmara, não foi para a pauta do Legislativo e não houve qualquer votação.

“Em contato com o Sindspef, eu informei que já estava pacificada a questão do aumento da alíquota de 14% em desfavor dos funcionários públicos municipais. Em contrapartida, o Sindspef envolve a Câmara Municipal, com as fotos de todos os vereadores, em um outdoor na cidade de São Gonçalo, próximo à Câmara Municipal e nas redes sociais, com duplo sentido. Eles já sabiam que a mensagem não entraria em pauta, pois já estava no Legislativo há 30 dias e nem tinha passado pelas comissões”, disse o presidente da Câmara, Diney Marins (Cidadania). Diney e o vereador Jorge Mariola (Podemos) conversaram com o prefeito José Luiz Nanci (Cidadania) sobre a devolução da mensagem.

Na visão do presidente da Casa, em um primeiro momento, cabe uma ação judicial por injúria, calúnia e difamação em desfavor do Sindspef para discutir a questão do sindicato vilipendiar a imagem de todos os parlamentares, já que a matéria nem foi para a pauta do Legislativo.

“Em segundo momento, os vereadores assinam alegando insatisfação sobre desgastar a imagem dos parlamentares deste poder. Caberá também ação judicial a qualquer outro cidadão, de bem ou não, que vir vilipendiar, caluniar, injuriar ou difamar a imagem do Poder Legislativo. Desta data em diante, entraremos com ações diversas em proteção ao juízo de valor sem conhecimento de causa, ao desgaste e ao crime que for tipificado naquele momento. Essa será a primeira de muitas ações porque, no momento eleitoral, acontece esse embate e, muitas vezes, sempre vem algum crime relacionado ao nosso mundo político”, explicou Diney.

Os outros vereadores também corroboraram com o presidente e em defesa da Casa Legislativa. “São pessoas oportunistas. Eles não têm condições de representar a sociedade civil organizada de maneira nenhuma, seja ele representativo de um sindicato ou qualquer outro seguimento. O que a gente faz é lamentar muito e fazer o que o presidente fez: vamos começar a tornar essas irresponsabilidades em ações. Na verdade, elas passam apavoramento à população com atitudes criminosas que são mentiras, acusações graves e levianas a uma instituição, atingindo os parlamentares, o Poder Executivo e, inclusive, a própria categoria”, opinou Jorge Mariola.

O vice-presidente da Casa, Lecinho (MDB), também lamentou a atitude do Sindspef. “Essa matéria não passou nem pela Comissão de Constituição e Justiça, do vereador Misael; e nem pela Comissão de Finanças e Orçamento, na qual eu sou presidente. Eu lamento que o presidente do Sindspef, que não é nem um sindicato, é uma associação, esteja querendo aparecer em cima de uma situação dessa. Nós somos atacados de todos os lados e sabemos que o sindicato tem preferência para os candidatos deles, essa é a realidade”, disse Lecinho.