Niterói amplia para 226 leitos exclusivos para casos de coronavírus


Oitenta novos respiradores comprados da China

reforçam atendimento para pacientes graves de Covid-19

A Prefeitura de Niterói ampliou a capacidade da rede pública de saúde para o atendimento dos pacientes graves de Covid-19. O município dispõe hoje de 226 leitos exclusivos para pacientes com o coronavírus, entre enfermaria e UTI, com uma taxa de ocupação atual de 55%. Além disso, a administração pública adquiriu mais 80 novos respiradores para reforçar o atendimento aos pacientes graves com a Covid-19. Os equipamentos chegaram na última sexta-feira (29) no Hospital Municipal Oceânico de Niterói vindos da China.

Para o prefeito Rodrigo Neves (PDT), as medidas para aumentar a retaguarda de saúde, aliadas ao isolamento social e à restrição de circulação adotadas assim que surgiram os primeiros casos confirmados na cidade, foram essenciais para que Niterói possa estar em um estágio laranja no plano gradual de transição para uma nova normalidade. “Desde o surgimento dos primeiros casos de Covid-19, Niterói vem se preparando para a pandemia, abrindo dezenas de leitos, adquirindo equipamentos de proteção individual para os profissionais e planejando o isolamento social. Arrendamos e transformamos um hospital particular que estava abandonado no primeiro hospital público do Brasil exclusivo pra Covid-19, entregue em prazo recorde. Contratamos mais 1.300 profissionais de saúde desde março. Todas essas ações permitiram que a nossa rede de saúde estivesse preparada para enfrentar a pandemia”, afirmou o prefeito.

Vidas salvas – Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que as medidas mais restritas de isolamento social e de combate ao novo coronavírus implantadas pela Prefeitura de Niterói desde março já evitaram a contaminação de 11.569 pessoas com a Covid-19 e 1.468 mortes. Especialistas da universidade chegaram a essa conclusão ao analisar os casos e óbitos confirmados na cidade e as estimativas do avanço da doença entre 17 de março e 30 de maio. "Entre os indicadores que devem ser utilizados na estratégia de qualquer processo de reabertura, é fundamental o acompanhamento da evolução de casos e óbitos. Qualquer alteração relevante detectada deve ser levada em conta para um possível retorno às medidas restritivas anteriores. O objetivo principal é reduzir ao máximo o número de casos e consequentemente de óbitos. Graças às medidas de isolamento social adotadas em Niterói, houve importante redução do número de casos e óbitos projetados", explica o infectologista da UFRJ, Roberto Medronho. De acordo com o estudo da UFRJ, sem o isolamento social e as medidas de combate ao novo coronavírus, o número de óbitos de Covid-19 na cidade seria de 1.595 entre março e maio. Com a implantação das medidas, a cidade registrou 127 mortes no período. O número de mortes evitadas é de 1.468. A estimativa de casos de Covid-19 na cidade, sem as ações da Prefeitura, era de 12.032 no final de abril e início de maio, período estimado para o pico da doença. No entanto, Niterói registrou 463 pessoas com a Covid nesse período, totalizando 11.569 casos evitados