Festa na favela: Palácios Guanabara e Tiradentes aplaudem a exoneração de Lucas Tristão


A exoneração publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, foi motivo de muita alegria no Palácio Guanabara e no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa (Alerj). Se fosse gol do Flamengo, o narrador global gritaria “festa na favela!” Os deputados ganharam a queda de braço.

Em meio à pandemia mais um secretário cai, agora foi a vez de Lucas Tristão

O governador Wilson Witzel (PSC) não suportou a pressão e em edição extra do D.O. nesta quarta-feira (03), exonerou o seu braço direito Lucas Tristão, jovem advogado de 32 anos que se achava o maioral. Com ele devem sair seus jovens assessores arrogantes que desembarcaram no início do governo, em janeiro de 2019, procedentes do Espírito Santo.

Esses aspones sem respeitar os profissionais que já trabalhavam no Palácio Guanabara, com o aval de Tristão e Witzel, demitiram muitos deles e quem ficou teve suas gratificações de gabinete reduzidas a migalha de R$ 500. Com ar de deboche, de humilhação, diziam que “é pegar ou largar”. A diferença das gratificações serviu para engordar ainda mais os salários dos capixabas.

Quanto a Alerj, Lucas Tristão, que foi exonerado mesmo de férias, era o pivô dos desentendimentos com o parlamento há mais de um ano. E também foi citado nos relatórios do Ministério Público Federal (MPF) que deram origem à Operação Favorito, e que levaram à prisão o empresário Mário Peixoto.

Witzel tenta, com isso, retomar as boas relações com a Assembleia Legislativa (Alerj) que tem 10 pedidos de impeachement, em andamento, do governador do Rio de Janeiro.

No Bom Dia Rio da TV Globo desta quarta-feira (03), o presidente da Alerj, deputado petista André Ceciliano, mostrou todo o seu descontentamento das conversas nos corredores do Palácio Guanabara que comparam os deputados a tradicional bala Juquinha, que se vende em qualquer esquina.