Federação alerta para possibilidade de filas e contágio em agências da Caixa que vão abrir neste sábado

Metade das unidades do banco foi convocada a funcionar para operacionalizar saque do auxílio emergencial. Medida é vista com preocupação pela Fenae, que representa mais de 80 mil bancários da Caixa Econômica. Um total de 2.213 agências estarão abertas, expondo população e bancários ao risco de contaminação pela covid-19

A direção da Caixa Econômica Federal determinou a abertura de 2.213 agências neste sábado (30), das 8h às 12h. O quantitativo representa metade das unidades do banco. Com a mobilização e o empenho de aproximadamente 20 mil bancários, as agências funcionarão para atender aos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 que quiserem sacar a segunda parcela do benefício.

 

Com o pagamento do auxílio mantido centralizado no banco e considerando o atual cenário da covid-19 no país, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) alerta para a possibilidade de retorno de aglomerações e filas nas agências. Outra preocupação da Fenae é com a exposição da população e dos bancários e o consequente risco de contaminação ao coronavírus.

 

"Temos orgulho de contribuir de forma efetiva contra a crise. Os empregados da Caixa estão se superando. Já atendemos mais de um quarto da população brasileira e queremos atender a muito mais”, destaca o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto. “No entanto, questionamos a necessidade de as agências continuarem abrindo aos sábados nesta fase em que os dias úteis estão atendendo a demanda”, acrescenta o dirigente, que vem atuando junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em uma série de ações para facilitar o pagamento do auxílio emergencial e proteger a população e os bancários do risco de contaminação.

 

"Desde o início da concessão do auxílio, reivindicamos a descentralização do pagamento para outros bancos”, ressalta Sérgio Takemoto. “São mais de 101 milhões de cadastramentos — o que corresponde à metade da população brasileira — e cerca de 60 milhões de beneficiários. É preciso envolver tanto os bancos públicos quanto os bancos privados e outras instituições. Mas, infelizmente, nem a Caixa nem o governo atenderam a esta reivindicação", afirma.

 

Uma das principais cobranças da Fenae e de outras entidades representativas dos bancários ao Executivo federal é a descentralização do pagamento do auxílio. Às vésperas da segunda etapa para o saque do benefício, o governo ainda não tem definição sobre o assunto. No último dia 24, o governo federal voltou a divulgar que os Correios seriam uma opção para ajudar no cadastramento do benefício. Mas, o anúncio não foi confirmado e o pagamento continua sob a responsabilidade única da Caixa.

 

Além de não descentralizar o pagamento do auxílio emergencial, o presidente da Fenae destaca que a direção da Caixa, até este momento, não fez uma ampla e efetiva campanha de informação à sociedade. “Que esclareça, de forma clara a abrangente, os procedimentos para o cadastro e a concessão do benefício”, reforça Takemoto. “É por isso que as pessoas ainda acabam recorrendo às agências para o cadastramento ao auxílio, por exemplo (que só pode ser feito pela internet ou por aplicativo de celular), ou para situações que poderiam ser resolvidas por telefone", acrescenta.

 

LIMITE — De acordo com a direção da Caixa, o auxílio emergencial foi pago a mais de 56 milhões de beneficiários. Conforme observa o presidente da Fenae, além do trabalho em diferentes sábados, os empregados da Caixa também estão, há semanas, começando o atendimento à população duas horas mais cedo (às 8h), todos os dias.

 

"Os empregados estão no limite físico e mental porque, desde o início, somente a Caixa vem fazendo o pagamento do auxílio”, lembra. “Isso demonstra a grandeza do trabalho essencial que vem sempre prestado pelos empregados do banco", afirma Takemoto.

 

Diante deste contexto, a Fenae e o movimento sindical têm cobrado o encerramento das aberturas extraordinárias das agências, aos sábados. Para a federação, a medida não é mais necessária e coloca em risco de contaminação os bancários e a população. "Não faz sentido exigir ainda mais dos trabalhadores da Caixa, que já têm se destacado no trabalho constante de atendimento à população", defende Sérgio Takemoto.

 

A representante dos empregados no Conselho de Administração do banco, Rita Serrano, também está preocupada com a situação. Ela observa que os trabalhadores estão prestando atendimento aos sábados praticamente desde o início da pandemia. "Há uma sobrecarga de trabalho para os colegas que estão na linha de frente (da assistência à população). A direção do banco precisa tomar medidas no sentido de diminuir esta sobrecarga de trabalho", destaca Serrano.

 

NESTE SÁBADO — De acordo com o calendário divulgado pela Caixa, estarão autorizados a fazer o saque do auxílio emergencial, neste sábado (30), os trabalhadores informais, contribuintes individuais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Microempreendedores Individuais (MEIs) nascidos em janeiro como também aqueles que receberam a primeira parcela do auxílio até o dia 30 de abril. Será possível, ainda, fazer transferência do benefício para contas da Caixa ou de outros bancos.

 

Consulte aqui (http://www.caixa.gov.br/Downloads/atendimento/CAIXA_ABERTURA_AGENCIAS_SABADO_30_MAIO_2020.pdf) as unidades que estarão abertas neste sábado.

 

 

 

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