Estado não inaugura Hospital de São Gonçalo bancado por Maricá e Niterói e secretário é exonerado por Witzel

O governo do Estado do Rio está enfrentando uma séria crise, principalmente na Secretaria de Saúde. O titular Edmar Santos foi exonerado neste fim de semana e a pasta vive momentos nebulosos com as prisões de ex-subcretário de saúde, de empresário envolvido em contratos superfaturados, distribuição de propinas etc. A Saúde é um dos alvos da Operação Favorito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que também investigam outras secretarias e autarquias do governo do ex-juíz federal Wilson Witzel (PSC).

                                            Hospital não ficou pronto e funcionários ainda estão sendo contratados

Além disso, está sendo investigada agora a retirada de 20 respiradores, que estavam em uso no Hospital de Campanha do Maracanã. Estes equipamentos seriam instalados no Hospital de Campanha de São Gonçalo para a inauguração neste domingo (17). Ninguém informou os motivos de mais um adiamento.

 

O Hospital de Campanha de São Gonçalo ainda está sendo construído com o dinheiro doado pelas Prefeituras de Maricá e Niterói. Cada cidade contribuiu com R$ 45 milhões atendendo pedido do governador Witzel que iria administrar a verba através da Fundação Estadual de Saúde.

 

Um hospital com as mesmas características foi inaugurado em Goiás, pelo governo federal que gastou R$ 10 milhões, nove vezes menos que o de São Gonçalo, a segunda maior cidade do Estado do Rio com população estimada em 1 milhão e 200 mil habitantes.

 

Cabe agora aos prefeitos de Maricá, Fabiano Horta (PT) e Rodrigo Neves (PDT), de Niterói, cobrarem do governador Wilson Witzel uma explicação. O prefeito de SG, José Luiz Nanci (Cidadania) também tem que se manifestar.

 

Recentemente, Nanci disse que Fabiano e Rodrigo não são tão bonzinhos assim para doar a quantia milionária. “Eles vão precisar do Hospital de Campanha de SG porque não têm unidades especializadas em coronavírus. Nanci fingiu que não sabia que Niterói estava arrendando um hospital na Região Oceânica e Maricá inaugurando o Che Guevara, ambos para tratamento de pessoas com coronavírus.

 

Quanto ao novo secretário de estado de Saúde, Fernando Ferry, diretor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, é o nome mais cotado para substituir Edmar, embora o governador sonhe com Luís Henrique Mandetta, ex-ministro de Jair Bolsonaro (sem partido).

 

 

 

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