Enterro de Moraes Moreira não será divulgado para evitar aglomerações

Moraes Moreira morreu aos 72 anos de idade, em casa, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria do cantor e compositor ele morreu por volta das 6h vítima de infarto agudo do miocárdio. Para evitar aglomerações devido a pandemia do coronavírtus, a família não vai divulgar horário e local do enterro. Moraes vivia sozinho e o corpo foi encontrado pela empregada doméstica no apartamento em que ele morava.

                                                                                                     Moreira deixou os Novos Baianos em 1975

 

Baiano de Ituaçu ele começou tocando safona de doze baixos em festas de São João e outros eventos na cidade do interior do estado. Aos 19 anos foi para Salvador onde começou a estudar no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia onde conheceu seus futuros companheiros dos Novos Baianos, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, além de Tom Zé.

 

O grupo já tinha a participação de Baby do Brasil (Baby Consuelo na época) na voz e o guitarrista Pepeu Gomes quando foi participar do Fstival de Música Popular Brasileira na TV em 1969, com a música “De Vera”, de Moreira e Galvão.

 

No ano seguinte, o grupo lançou seu disco de estreia, “Ferro na boneca”. Mas a grande obra deles viria após uma visita de João Gilberto à casa em que eles moravam juntos, já no Rio de Janeiro. Em 1972, eles lançaram o álbum “Acabou chorare”, que consagrou os Novos Baianos. O trabalho juntava samba, rock, bossa nova, frevo, choro e baião.

                                                                                                         Moreira ficou no grupo durante seis anos

 

Com a regravação de “Brasil pandeiro”, de Assis Valente, além de “Preta pretinha”, “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Besta é tu” e a faixa título, todas de coautoria de Moraes Moreira, o álbum de 1972 é reconhecido como um dos melhores - senão o melhor - trabalho do pop brasileiro.

 

Foi um passo adiante do tropicalismo de Caetano, Gil e Tom Zé - no abraço ao rock e à psicodelia hippie, na fusão de ritmos brasileiros, na recusa a seguir padrões no período mais duro da ditadura militar.

 

O grupo foi morar em um sítio em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, onde seguiam a cultura hippie dos EUA e da Europa em plena ditadura militar brasileira. Lançaram ainda três discos, cujo sucesso não tão grande começou a gerar desentendimentos. Ele ficou no grupo de 1969 até 1975, quando saiu em carreira solo.

 

 

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