PSL não larga o osso: ainda não devolveu a Witzel 135 cargos e duas secretarias


Mesmo rompido com o governo de Wilson Witzel (PSC), desde segunda-feira (16), o PSL do clã Bolsonaro ainda não devolveu os 135 cargos que tem nos órgãos estaduais, inclusive duas secretarias. Quem não entregar os cargos poderá ser expulso do partido e perder o mandato

Exceto Flávio Bolsonaro, os demais políticos do PSL são marinheiros de primeira viagem na Alerj

Sete dos 12 deputados estaduais tem cargos no governo do Rio: Filippe Poubel, Rodrigo Amorim, Gustavo Schmidt, Alexandre Knoplock, Marcelo do Seu Dino, Gil Vianna e Dr. Serginho. A deputada federal Major Fabiana, mulher de Poubel, é secretária de estado de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência e, Leonardo Rodrigues (suplente do senador Flávio Bolsonaro), está à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia.

O presidente regional do PSL e filho do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro, antes de embarcar para a China em missão oficial, avisou aos filiados do PSL que deixem o governo do Rio, caso contrário serão expulsos do partido e perderão o mandato.

O rompimento foi devido as declarações do governador Wilson Witzel de que não foi eleito na onda Bolsonaro no ano passado e que é pré-candidato a presidente da República, automaticamente adversário político de Jair Bolsonaro, que já manifestou a intenção de tentar se reeleger.

O PSL tem a maior bancada na Assembleia Legislativa (Alerj). Seus deputados estaduais estão no primeiro mandato.