Catamarãs vão fiscalizar lagoas e as praias de Maricá

06.09.2019

Já está nas águas das lagoas uma das embarcações tipo catamarã, adquiridas pela Prefeitura de Maricá, destinadas ao trabalho de fiscalização e proteção ambiental no complexo lagunar da cidade e no mar. O primeiro equipamento baixou à lagoa do Boqueirão para testes na tarde desta quinta-feira (05), levado pela equipe da Secretaria de Cidade Sustentável em um caminhão-reboque

                                                                       Os pilotos foram capacitados pela Capitania dos Portos (foto Fabrício Faqueco)

 

Um técnico da fabricante dos barcos de Santa Catarina foi a Maricá para dar instruções a um grupo de pilotos habilitados após receberem a capacitação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. O outro catamarã, cujo uso será em parceria firmada com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), deverá estar nas águas na próxima semana.

O catamarã deu sua primeira volta na lagoa ao redor da ilha Cardoza, que serviu para medir a profundidade do trecho, considerada adequada para a embarcação. De acordo com o secretário e vereador licenciado Hélter Ferreira (PT), as operações de fiscalização vão contar com apoio, além do INEA, da Unidade de Polícia de Meio Ambiente (Upam) da Polícia Militar.

                                                                                                                                                                                  CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O barco servirá para auxílio a pesquisas nossas e também de instituições de ensino. Antes, tínhamos de utilizar barcos cedidos por pescadores. Além disso, creio que só a presença permanente deste catamarã nas lagoas e praias já deverá coibir irregularidades”, avalia o secretário. Ilke Leonardo Gomes, um dos pilotos que recebeu as instruções do fabricante, falou sobre a nova experiência. “Será uma grande responsabilidade utilizar esse equipamento, mas estou preparado”, garantiu.

 

Além das lagoas, os catamarãs vão fiscalizar também a orla marítima, especialmente no âmbito das Ilhas Maricás, que são uma Unidade de Conservação Municipal. O investimento total foi de R$ 643 mil, correspondentes ao casco, aos motores (cada um dos quatro custa R$ 60 mil), aos equipamentos e ao treinamento das tripulações.

                                                                                                                                 (foto Katito Carvalho)

 

As embarcações tem 24 pés de comprimento (cerca de 7,32 metros), 2,45 metros de largura, casco duplo e são pilotadas de um console central. Estão também dotadas de todos os equipamentos de navegação e comunicação exigidos por lei.

 

Por serem destinadas a atividades de fiscalização que exigem deslocamentos rápidos e em condições nem sempre favoráveis (mar aberto), ambas possuem potentes motores Mercury de 150 hp, o que permite uma velocidade máxima de 44 nós (82 km/h).

                                                                                                                                                                                 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu casco do tipo catamarã é exatamente o indicado tanto para mar aberto quanto para superfícies com baixo calado, como é o caso do complexo lagunar de Maricá, bastante raso em alguns pontos. Graças a tal característica, as embarcações podem chegar a qualquer ponto das lagoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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