Vai por água abaixo o aumento salarial de 50% para os vereadores de Niterói

Na calada do carnaval, sem qualquer divulgação,  os vereadores de Niterói, em duas sessões no mesmo dia, aprovaram por unanimidade o aumento do salário deles em 50% conforme o GBNEWS noticiou na ocasião. Desinformados os parlamentares niteroienses não sabiam que era inconstitucional este reajuste, porque só podem aprovar aumento salarial para as legislatura seguinte. A notícia vazou, o PSOL correu para dizer, em nota, que não concordava e, agora, o presidente da Câmara Municipal de Niterói diz que ninguém vai receber o aumento

Diz a nota da Câmara, assinada pelo presidente em exercício Milton Cal (PP), sobre o resultado da reunião da Mesa Diretora nesta segunda-feira (11).

 

"A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Niterói dá conhecimento à sociedade que deliberou pela suspensão da tramitação do Projeto de Lei 0034/2019, aprovado na Sessão Plenária do dia 27 de fevereiro, cessando, portanto, seus efeitos".

Assim que a notícia vazou sobre o aumento salarial dos vereadores, o PSOL se manifestou publicamente repudiando a aprovação do reajuste e considerou um erro o posicionamento de seus vereadores, Paulo Eduardo Gomes e Renatinho do Psol, que também votaram a favor da elevação dos próprios vencimentos de R$  12.044,48 para R$ 18.991,00. 

 

O Projeto de Lei foi aprovado em duas discussões na mesma sessão ordinária, após o pedido de quebra de insterstício (intervalo dado entre duas votações) feito pelo vereador Paulo Eduardo Gomes (Psol), sem que houvesse objeções dos presentes. Os 16 vereadores que estavam no plenário o aprovaram.  

 

Na sessão, estavam ausentes os vereadores Beto Saad (SD), Emanuel Rocha (SD), Betinho (SD) e Bruno Lessa (PSDB). Milton Cal (PP) presidiu a sessão e, por este motivo, não fez uso do voto.

 

Milton Cal está presidindo a Câmara porque o titular, vereador Paulo Bagueira (SD), está como prefeito interino em consequência da prisão do prefeito Rodrigo Neves (PDT), suspeito de ter recebido cerca de R$10 milhões em propina do setor de transportes de Niterói.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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