Turma de Witzel e prisão de Pezão deixam tensos servidores do Palácio Guanabara

Os últimos dias dos servidores estaduais que trabalham no Palácio Guanabara não tem sido nada dos melhores e a situação ficou ainda mais tensa com a prisão, na manhã desta quinta-feira (29), do governador Luiz Fernando Pezão (MDB)

Palácio Guanabara sede do governo do Estado na Zona Sul do Rio

Desde que iniciou a transição do governo do Rio, a equipe do governador eleito Wilson Witzel (PSC) circula pelos corredores da sede do governo do estado com nariz empinado e entra nas salas para questionar os servidores: qual o seu nome? o que você faz? qual é o valor da sua gratificação de gabinete? E, por aí afora. Com isso, é claro, ninguém tem cabeça para trabalhar. Será que esse pessoal do Witzel não sabe que pode obter todas as respostas no Departamento Pessoal? É incompetência ou fazer terrorismo mesmo?

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E se não bastasse ter que aturar esses malas, os servidores acordaram hoje com a notícia das prisão do governador Pezão. Pronto, foi o suficiente para desestabilizar a maioria dos funcionários, principalmente os comissionados, que não sabem se vão receber os salários em dia, se vão ter o 13º antes do Natal e, o que é pior, se vão continuar empregados a partir de 1º de Janeiro de 2019 quando o ex-juiz Wilson Witzel tomar posse no Palácio Guanabara para comandar o Rio de Janeiro nos próximos quatro anos.

Agora cá prá nós, olho grande não entra na China. Segundo a Operação Lava Jato, Pezão estava nadando na propina no governo de Sérgio Cabral. Como dizem por aí que rei morto, rei posto, com o olho maior que o pezão, decidiu montar sua própria gang e acabou trocando a mordomia do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, pelo presídio em Niterói. Ah, o veterano Francisco Dornelles (PP) assumiu o cargo e disse que nada será interrompido na máquina administrativa do Rio de Janeiro até 31 de dezembro.