Justiça lembra Copa do Mundo de 2014: TSE 7 x Garotinho 0

O ex-governador Anthony Garotinho (PRP) está preparando recurso ao TSE e, se for o caso, depois ao STF,  para manter a sua candidatura ao governo do estado. Nesta quinta-feira (27), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade (7 votos a 0), que Anthony Garotinho está inelegível e, portanto,  suspensa imediatamente a campanha ao governo fluminense nas eleições deste ano. Ele também está proibido de gastar recursos do Fundo Eleitoral

                                                   TSE barrou a candidatura de Garotinho

 

O TSE confirmou decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que no último dia 6 já negou o registro de candidatura a Garotinho.

 

Garotinho teve seus direitos políticos suspensos pelo TSE por ter sido condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, em julho, pela segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O caso envolve desvios de R$ 234,4 milhões da área de Saúde do Rio de Janeiro quando ele era secretário da pasta, entre 2005 e 2006.

 

Trata-se do primeiro caso em que o TSE aplicou a Ficha Limpa em face de condenação por improbidade nas eleições majoritárias deste ano, estabelecendo jurisprudência para os julgamentos daqui em diante.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       PUBLICIDADE

 

Para o relator do caso, ministro Og Fernandes, a condenação se enquadra de modo preciso nos critérios da Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade de pessoas condenadas por improbidade em órgãos judiciais colegiados. “Não há dúvida de que a condenação atende aos requisitos”, afirmou.  

Acompanharam o relator os ministros Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Jorge Mussi e a presidente da Corte, ministra Rosa Weber. “Entendo plenamente evidenciada a causa de inelegibilidade”, afirmou ela.  

 

A defesa de Garotinho alegou que a inelegibilidade poderia ser afastada pelo fato de a pena imposta, de mais de dois anos de prisão, ter sido convertida em pagamento de multa e serviços à comunidade. O TSE não acolheu o argumento. 

 

Como as urnas eletrônicas já estavam lacradas, o nome de Garotinho foi mantido, porém, seus votos somente serão computados e divulgados caso vença os recursos . Garotinho pode ganhar a eleição, mas não conquistar o direito de administrar o Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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