Ex-prefeito de Casimiro de Abreu com prisão decretada se entrega a polícia

26.07.2018

Ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Antônio Marcos (PSC),

é acusado de prática de extorsão, associação criminosa

e tráfico de influência, além de tentar comprar resultado

da eleição da presidência da Câmara Municipal

 

 

Considerado foragido pela Justiça, depois de ter sua prisão decretada na última sexta-feira (20), o ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Antônio Marcos (PSC), se apresentou nesta quarta-feira (25), ao fórum da cidade.

 

A prisão temporária de Antônio Marcos foi decretada pelo juízo da Vara Única do município depois de denúncia do vereador Neném da Barbearia (MDB), que desencadeou uma grave crise política na cidade, envolvendo os vereadores Bruno Miranda (PSB) e Rafael Jardim (PSB), além do Prefeito Paulo Dames (PSB).

 

O ex-prefeito é acusado de prática de extorsão, associação criminosa e tráfico de influência, fruto das investigações da Operação "Os Bastidores", iniciadas depois que Neném denunciou que recebeu propostas de até 100 mil reais dos vereadores do PSB para que Neném faltasse à votação das contas de Antônio Marcos referentes ao exercício de 2016. O ex-prefeito é acusado ainda de usar sua influência política para comprar votos na Câmara Municipal para eleger o presidente do Legislativo.

 

Além da prisão de Antônio Marcos e do blogueiro Rodrigo Barros, que divulgou trechos das gravações de Neném, a Justiça determinou ainda o afastamento dos 3 vereadores citados, além de realizar, no último fim de semana, ações de busca e apreensão em vários endereços da cidade, nos quais estariam envolvidos o atual prefeito e do empresário Wender Veloso, conhecido como Careca do Gás, que aparece em pelo menos uma das gravações, oferecendo dinheiro para tentar comprar não apenas o voto de Neném, como também o apoio político do vereador, supostamente a mando de Paulo Dames.

 

Num das gravações, o empresário diz que “nós fizemos o Rafael”, o que chamou a atenção dos investigadores, já que Rafael Jardim foi eleito com 2 votos de vereadores que não faziam parte do grupo político do prefeito.

 

O vereador Ramon Gidalte (PPS), citado nas gravações como parte de esquema envolvendo empresários do município, já teria sido convocado a depor no Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) na semana passada. (fonte O Diário)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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